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Poxa, Cara, Para de me investigar! romance Capítulo 200

— Hmm?

Rafaela Ribas estava de cabeça baixa, desabotoando o casaco que a envolvia.

Provavelmente por ter acabado de acordar, ela ainda estava um pouco grogue e, depois de várias tentativas, não conseguiu desabotoá-lo, seu rostinho se contraindo em uma careta.

— Já pensou em se mudar de volta? — Fabiano Matos afastou a mão dela e desabotoou o casaco para ela com gentileza.

— Está me expulsando?

Ao ouvir as palavras do homem, a garota franziu a testa ainda mais, seus belos olhos se voltaram para ele, e seu tom era muito frio.

— Claro que não.

Fabiano Matos tirou o casaco, arrumou o cabelo dela que estava bagunçado, curvou-se e disse com uma voz sedutora:

— Porque eu também não quero que a Rafaela vá embora.

— Hmm.

Rafaela Ribas o encarou por alguns segundos, depois desviou o olhar preguiçosamente, bocejou e disse em voz baixa:

— Não me adapto a camas novas, não vou.

Não se adapta a camas novas?

Fabiano Matos sorriu, um misto de resignação e indulgência.

Desde que se mudou para cá, ela mal dormiu uma noite inteira nesta cama do quarto.

— Está com sono, vá tomar um banho e dormir.

Vendo que ela mal conseguia manter os olhos abertos de sono, Fabiano Matos não teve coragem de continuar a incomodá-la com conversas.

— Hmm.

Rafaela Ribas assentiu com indiferença.

Fabiano Matos pegou o casaco e, ao chegar à porta, parou de repente, virou-se de lado e olhou para trás.

— Garotinha, não tem nada para dizer a mim?

— Que?

Rafaela Ribas ergueu ligeiramente os olhos, sem entender.

— Assuntos da escola, também serve.

Rafaela Ribas franziu os lábios, continuando confusa.

Fabiano Matos também queria se meter no fato de ela não ter feito a lição de casa e dormir na aula?

Vendo que ela não dizia nada, Fabiano Matos sentiu um aperto no peito, forçou um sorriso e disse em voz baixa:

Ele acendeu a luz do corredor e deixou a porta do quarto bem aberta.

Depois de tomar banho, ele se deitou na cama, seus olhos profundos fixos no relógio de parede, contando o tempo seriamente...

Meia-noite, Rafaela deveria chegar.

Meia-noite e meia, ela não veio.

Uma hora...

Uma e meia...

Até as duas da manhã, a garotinha não apareceu como de costume.

Desde que chegou ao Condomínio Sol Nascente, ela vinha pontualmente à meia-noite todas as noites, mas hoje foi uma exceção...

Lembrando-se da mensagem de texto no celular dela, Fabiano Matos massageou as têmporas, sentindo-se um pouco melancólico.

Será que havia alguém de quem ela gostava ali, e por isso, inconscientemente, ela estava evitando o contato com outros homens?

Após alguns segundos de silêncio, Fabiano Matos levantou o cobertor, foi até a janela de vidro e, através do reflexo, viu seu próprio rosto e corpo, sorrindo com resignação.

Ele era tão velho assim?

Parece que ele precisava se cuidar bem, senão sua garotinha seria realmente roubada.

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