O olhar de Fabiano Matos se aprofundou. Ele apagou a ponta do cigarro e, quando estava prestes a abrir a porta para sair, a garota já havia se aproximado.
Abriu a porta, curvou-se e entrou no carro.
Fabiano Matos virou a cabeça e, ao ver o rosto corado dela, não resistiu a tocá-lo suavemente.
— Por que seu rosto está tão vermelho?
A temperatura fria do homem transmitida à sua pele deixou a cabeça de Rafaela Ribas ainda mais confusa. Mantendo o que restava de sua lucidez, ela franziu a testa.
— Bebi um vinho de frutas, estou tonta.
— Dirija!
Vendo o desconforto dela, Fabiano Matos pegou seu casaco e a cobriu gentilmente, instruindo seu Lúcio a dirigir enquanto ligava para Julia, pedindo que preparasse uma sopa para curar a ressaca.
O carro mal havia andado por cinco minutos.
A garotinha que originalmente estava encolhida no canto dormindo de repente levantou a cabeça, suas bochechas ficaram ainda mais vermelhas, e seus olhos límpidos percorreram o interior do carro, finalmente fixando-se no homem ao seu lado.
— Está se sentindo muito mal?
Fabiano Matos franziu a testa levemente, passou o braço pela cintura de Rafaela Ribas e a puxou para seu colo. Ele abriu uma garrafa de água, levou-a aos lábios dela e disse, persuasivo:
— Abra a boca, beba um pouco.
Rafaela Ribas não disse nada. Apoiou o queixo debilmente no ombro de Fabiano Matos, bebendo água enquanto o observava com os olhos bem abertos.
Vendo sua expressão confusa e adorável, Fabiano Matos curvou os lábios, segurando gentilmente a nuca dela para que se aninhasse mais confortavelmente.
— Se não estiver se sentindo bem, durma apoiada em mim. Chegaremos em casa logo.
Com o álcool subindo à cabeça, a lucidez da garota estava turva. Ela esfregou a bochecha inconscientemente no ombro do homem.
Hum, que fresco.
— Fique quieta.
O corpo de Fabiano Matos enrijeceu de repente. Ele segurou a garota que se mexia em seu colo e a acalmou com uma voz suave e gentil:
— Senão, você vai ficar mais tonta.
— Você sabe que isso é muito perigoso?
— Não é perigoso... — Rafaela Ribas resmungou, aninhada em seu peito. — Eu protejo você, vou proteger você por toda a vida.
A garotinha disse que o protegeria por toda a vida?!
Os papéis não estavam trocados?
— Sabe quem eu sou? — Fabiano Matos, raramente a vendo tão dócil, sentiu o coração derreter. Ele ergueu o queixo dela com o dedo e perguntou com uma voz rouca e sedutora: — Por que a Rafaela quer me proteger?
Rafaela Ribas foi forçada a inclinar o pescoço, seus belos e delicados olhos encontrando os do homem. Seus longos cílios tremeram de forma provocante.
— Você é...
Enquanto falava, os dedos da garota começaram a passear inquietos pelo rosto bonito do homem, primeiro nas sobrancelhas, depois nos olhos, e finalmente em sua boca...
O olhar de Fabiano Matos se aprofundou, e ele segurou os dedos travessos da pequena bêbada.
— Você é... — Rafaela Ribas murmurou com o rosto corado, inclinando-se ligeiramente para a frente, apoiando o queixo no peito do homem. Ela olhou para Fabiano Matos e disse, cambaleando: — Que bonito....

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