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Poxa, Cara, Para de me investigar! romance Capítulo 184

— Raffi... — Professor Sousa franziu a testa, um pouco magoado.

— Não vai me ouvir? — Rafaela Ribas ergueu uma sobrancelha, com um sorriso assustador.

Assim que ela terminou de falar, o Professor Sousa sentou-se em uma cadeira, sorrindo para Rafaela Ribas.

Veja, ele era muito obediente.

Rafaela Ribas deu um sorriso resignado.

Que velho teimoso!

Vendo que Rafaela Ribas estava disposta a ficar, o Diretor Kleber Brito suspirou aliviado, virou-se para o Diretor Santos e perguntou com voz fria.

— O que aconteceu com essa história de trapaça da Rafaela?

Nesse ponto, o Diretor Santos, que já havia entendido tudo, se isentou rapidamente da responsabilidade e resumiu o ocorrido.

— Só porque ela tirou uma nota alta, você presumiu que ela trapaceou? — O Diretor Kleber Brito ficou furioso, olhando friamente para Gabriel Rocha. — Professor Rocha, você é um veterano na escola, ensinou tantos alunos, como pôde agir de forma tão precipitada e injusta com duas Rafaelas?

Gabriel Rocha estava com o rosto pálido, movendo os lábios, lutando para falar:— Eu...

— Peça desculpas imediatamente a Rafaela e a Evelise Faria!

O Diretor Kleber Brito ordenou em voz alta. A prioridade agora era acalmar o Professor Sousa.

Ele, um professor renomado, pedindo desculpas a Rafaela Ribas e Evelise Faria?

Gabriel Rocha olhou para Rafaela Ribas com raiva, cerrando os punhos ao lado do corpo.

Apesar de relutante, para não ofender o Professor Sousa e o Diretor Kleber Brito, ele abaixou a cabeça e disse sem sinceridade:

— O que aconteceu na prova foi um erro meu, eu peço desculpas, vamos esquecer isso.

Isso era um pedido de desculpas?

Estava de brincadeira!

— Ah, eu não aceito.

Rafaela Ribas abaixou a cabeça, um sorriso frio nos lábios, e falou em voz baixa.

Evelise Faria olhou de soslaio para Rafaela Ribas, mordeu o lábio e disse baixinho:

— Se eu digo para você sumir, você não fica!

Assim que ela terminou de falar, o celular do Diretor Santos tocou, quebrando a tensão no local.

— Alô! — Ao atender e ouvir o que foi dito, o olhar do Diretor Santos se voltou bruscamente para Gabriel Rocha.

Encontrando o olhar chocado do Diretor Santos, Gabriel Rocha sentiu um calafrio percorrer sua espinha, um pânico inexplicável tomando conta dele.

— Eu... eu entendi.

O Diretor Santos desligou o telefone e, após alguns segundos de silêncio, disse incrédulo:

— Professor Rocha, alguém o denunciou à Secretaria de Educação por receber presentes de alto valor, dar aulas particulares ilegais fora da escola e violar a ética profissional, ofendendo a dignidade dos alunos com palavras...

— A Secretaria já enviou uma equipe para investigar. Se as acusações forem verdadeiras, sua licença para lecionar será cassada e você será demitido!

O rosto de Gabriel Rocha alternava entre verde e branco. Suas pernas fraquejaram e ele recuou dois passos, desequilibrado, dizendo em pânico: — Quem me denunciou? Eu fui incriminado!

A garota no canto sorriu levemente e disse em voz baixa:

— Que coincidência, fui eu de novo!

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