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Poxa, Cara, Para de me investigar! romance Capítulo 171

Trapaça?

Ao ouvir as palavras da garota, os olhares da turma se voltaram para a última fileira.

Pousando significativamente em Evelise Faria.

Na memória deles, a única pessoa que ousaria trapacear em uma prova de física era Evelise Faria.

Anos atrás, ela entrou na turma A da Escola Saint como a primeira colocada na competição nacional de física.

Talvez para manter seu status de "divindade", ela teve a audácia de trapacear na prova de física do Professor Rocha, o careca, e foi pega em flagrante.

Na época, ela argumentou veementemente que não havia trapaceado.

Mas o caderno de fórmulas que caiu aos seus pés era, de fato, seu.

Por isso, Evelise Faria se tornou um exemplo negativo para toda a escola.

Vendo todos olharem para ela, o rosto de Evelise Faria mudou.

Ela mordeu o lábio, sua expressão se tornando sombria.

— Não fui eu, eu não trapaceei!

Queriam caluniá-la de novo!

A colega torceu os lábios e riu com sarcasmo.

— Ninguém disse quem foi. Por que você está tão agitada? Será que a consciência pesou?

Consciência pesada?

Evelise Faria se levantou de um salto.

Suas mãos se fecharam em punhos, e seus olhos cor de cereja estavam marejados.

— Eu não trapaceei. Nunca.

Nem há três anos, nem agora.

A lembrança de ser falsamente acusada de trapaça, de ser punida por Gabriel Rocha e de gaguejar ao ler uma carta de autocrítica de mil palavras na frente de toda a escola... a autoestima de Evelise Faria parecia ter sido jogada no chão e pisoteada novamente.

Era humilhante.

— Alguém com seu histórico... quem sabe se não trapaceou de novo por vaidade...

Pá—

Antes que a colega terminasse sua zombaria, Rafaela Ribas, sentada ao lado de Evelise Faria, chutou a cadeira com impaciência.

— Você fala tanta merda. Se escondeu na hora da evolução humana?

A garota ergueu a cabeça.

Rafaela Ribas se levantou e caminhou com suas longas pernas em direção à garota que falava.

Instantaneamente, os estudantes curiosos no corredor se afastaram para os lados, abrindo caminho.

Com uma mistura de medo e admiração, eles observavam secretamente a garota imponente.

A colega só queria ter a última palavra, mas não esperava irritá-la de verdade.

Ao ver o rosto frio e glacial de Rafaela Ribas, seu coração tremeu.

— O que... o que você quer fazer?

Rafaela Ribas parou na frente da colega.

Ergueu levemente o olhar, sua voz sem calor.

— Gosta tanto de fofocar, não tem medo de apodrecer a boca?

A colega respirou fundo, sem ousar dizer uma palavra.

— Já que tem um rosto humano, fale como um ser humano. Não tem problema ter a cabeça vazia, o importante é não deixar entrar água.

Rafaela Ribas a encarava de cima.

Sua aura intimidadora era como uma montanha pesando sobre a garota, que, aterrorizada, apenas assentia repetidamente.

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