Wilson Assis mordeu o lábio, sua expressão era grave.
Desta vez, a garota estava em apuros.
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No último segundo, Rafaela Ribas concluiu a prova perfeitamente.
Ela jogou a caneta e o cartão de identificação no estojo de Evelise Faria com precisão, e com o olhar baixo e uma expressão impassível, caminhou para fora.
— Vou voltar para a sala primeiro.
Depois que Rafaela Ribas saiu, os olhares de todos se concentraram involuntariamente em sua prova.
A folha estava virada para baixo, e as duas grandes questões de cada lado estavam completamente em Lúcio.
A prova estava mais limpa que o rosto dela.
— Não é de se admirar que ela tenha corrido tão rápido, será que foi chorar escondida?
Lisa Couto se aproximou, curiosa, e zombou em voz alta.
Embora Sara Ribas não tenha dito nada, seu coração já estava em festa.
Ela não sabia se chamava aquilo de teimosia ou de problema mental, com um nível tão baixo, ainda ousar proclamar que tiraria o segundo lugar da turma.
— Não é da sua conta!
Sidney Rocha se aproximou e lançou um olhar gelado para Lisa Couto. — Gente feia só causa problema!
O rosto de Lisa Couto ficou instantaneamente feio: — Você...
— Você, você, você, se ousar falar mal da Rafaela de novo, acredita que eu te dou um soco até a morte?
Sidney Rocha riu friamente e ficou ao lado de Eduardo Matos. — Eduardo, vamos.
Eduardo Matos levantou-se e olhou para Sara Ribas e Lisa Couto com um olhar de advertência, um olhar frio o suficiente para matar.
— Edu...
Sara Ribas originalmente queria cumprimentar Eduardo Matos, mas ao encontrar seu olhar de aversão, as palavras ficaram presas em sua garganta.
Depois de alguns passos, Eduardo Matos pareceu se lembrar de algo, parou de repente e se virou. — Gaguezinha, ainda não vai?
— Eu?
Evelise Faria ficou um pouco surpresa.
Rafaela Ribas voltou para a sala de aula.
Sua cabeça doía um pouco, e ela não falou durante toda a aula da noite.
Todos pensaram que ela estava de mau humor porque tinha ido mal na prova e teria que sair.
Eduardo Matos, Sidney Rocha e Evelise Faria, com medo de causar problemas, também não a perturbaram.
Assim que o sinal tocou, a garota se levantou naturalmente, pegou a mochila e saiu apressada.
— Merda, será que a Rafaela foi mesmo chorar? — Eduardo Matos colocou um pé na cadeira e bagunçou o cabelo, frustrado. — Certo, amanhã vou pedir ajuda ao meu irmão.
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Na entrada da escola.
Rafaela Ribas encontrou rapidamente o familiar Bugatti.
Fabiano Matos, como sempre, estava parado na entrada.
Ao ver a garota caminhar em sua direção, os lábios finos do homem se curvaram ligeiramente para cima, e ele deu alguns passos largos, chegando rapidamente à sua frente.
— Veio correndo? — Vendo seu cabelo desarrumado e sua respiração ofegante, Fabiano Matos se curvou, e com a ponta dos dedos arrumou os fios soltos em sua testa, sua voz terna: — Da próxima vez, não tenha pressa, eu sempre esperará por Rafaela no mesmo lugar.

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