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Ômega renascida: Vingue-se como uma Alfa romance Capítulo 111

Ponto de Vista de Aubrey

Ouvindo os sons de dor vindos dos dois lados da estrada, franzi o cenho, sentindo que ainda tinha chegado tarde demais.

Eu deveria ter vindo com o alfa Henry no momento em que ele disse que estava indo para a Alcateia Stella.

Cerrei os punhos e olhei ao redor antes de caminhar direto até uma garotinha lobisomem sentada sob uma árvore.

Ela parecia ter acabado de ser infectada, ainda não estava ardendo em febre. Sua perna esquerda estava dilacerada, como se tivesse sido atacada por uma fera, ensanguentada e despedaçada.

Me agachei e olhei nos olhos dela. Mas, diferente de todos os olhares vazios, perdidos ou agonizantes que eu tinha visto pelo caminho, o dela era firme—como se estivesse esperando por algo.

"Posso olhar seu ferimento?"

Perguntei suavemente. A menina se esforçou para esticar a perna esquerda para mim.

Seu rosto estava abatido, o corpo tão frágil quanto. Enrolei a barra da calça dela e, como imaginei, o que vi era ainda pior—carne vermelha escura e preta, apodrecendo com um cheiro horrível. Parte do tecido pulsava visivelmente. Olhando de perto, estava cheio de larvas, devorando avidamente a carne morta.

Se eu não tivesse renascido, isso teria me feito gritar.

Mas eu já tinha passado por isso na minha vida anterior. Já cortei carne podre e vermes do meu próprio corpo. Ver isso agora não me assustava—só me deixava anestesiada.

Esse tipo de dor e coceira vai até os ossos. Visualmente e fisicamente, pode enlouquecer qualquer um. A menina parecia assustada com o próprio ferimento, mas estava fraca demais para gritar ou se debater. Ela só me encarava, olhos arregalados, e aquele olhar mexeu comigo. Ela era só uma criança—seu lobo nem tinha despertado ainda. Essa maldita guerra...

"Vou enfaixar pra você. Se estiver com medo, só feche os olhos."

Respirei fundo.

"Não..." a garotinha balançou a cabeça. Sua voz era seca e rouca, e o rostinho parecia triste. "Fui infectada há dois dias... Vou morrer... Não desperdice seu remédio comigo..."

"Não é raro. Eu colhi na floresta de Moro," afirmei, pressionando a perna dela para não se mexer. "Olha, essas são as ervas."

Tirei as plantas da minha mochila e mostrei pra ela.

Eu sabia claramente que o que esse lugar precisava não era só mais curandeiros lobisomem—precisava de uma cura para a T-flu. Por isso fui coletando ervas pelo caminho. Não era inútil.

Abri a porta, e alguns ratos correram na minha direção, ousados e sem medo. Chutei eles com força. Eles guincharam, se debateram e fugiram.

A casa parecia um campo de refugiados, cheirando a podridão. Suspirei. Nessa vila, a T-flu não tirou vidas primeiro—roubou almas. O lugar estava afundado em desesperança. Me dava arrepios.

Piquei os móveis para usar como lenha e usei água do rio para preparar o remédio.

Quando ficou pronto, despejei numa chaleira e saí, procurando dois lobisomens homens que não estavam tão doentes. Entreguei a chaleira pra eles.

"Isso é um chá de desintoxicação. Vai fazer vocês se sentirem melhor por enquanto, mas os sintomas vão voltar. Quando estiverem mais fortes, procurem essas ervas na floresta e façam vocês mesmos."

Coloquei as três ervas no chão. Mas os dois homens não se mexeram. Os olhos deles estavam vidrados, sem foco. Parecia que não me entendiam.

Franzi o cenho—e liberei uma onda de pressão de nível alfa do meu corpo.

"Vocês não ouviram o que eu disse?"

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