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Ômega renascida: Vingue-se como uma Alfa romance Capítulo 110

Ponto de Vista de Henry

Mais um confronto brutal finalmente chegou ao fim. O cheiro pesado de sangue e ferro ainda pairava no ar, impregnando cada centímetro de terra sob nossos pés. Depois de limpar às pressas o campo de batalha e cuidar dos feridos que gemiam de dor, arrastei meu corpo quase quebrado para as sombras da tenda improvisada.

Para ser sincero, já tinha perdido as esperanças de receber reforços.

As alcateias vizinhas estavam apavoradas com o surto de T-flu. Mantinham-se bem longe desse inferno. Ninguém ousava se aproximar. E a Alcateia Shadowmoon ficava a milhares de quilômetros daqui—mesmo que eu enviasse ordens, levaria tempo demais para chegarem.

Água distante não apaga fogo perto. Eu precisava me virar com as forças que tinha.

Por sorte, depois que entrei em ação, a situação da Alcateia Stella se estabilizou por enquanto. Conseguimos preservar a força central dos lobisomens deles. Mas o pior—acabou de sair a notícia de que o alfa Rei estava gravemente doente. Os lobisomens do sul começaram a se agitar, reunindo forças para atacar aqui.

Como feras sentindo cheiro de sangue, enlouqueceram tentando tomar essa terra. Destruíram hospitais de lobisomens, massacraram curandeiros habilidosos e interromperam completamente o desenvolvimento de uma cura para o T-flu. Cada vez mais lobisomens adoeciam. A situação estava fugindo do controle rapidamente.

Eu não dormia de verdade há cinco dias.

Foi quando recebi uma mensagem privada. Olhei para ela—e pulei da cadeira.

"A Aubrey pegou um avião emprestado do Mateo?!"

Mesmo de olhos fechados, eu sabia quais regiões estavam com restrições de voo agora. Se ela pegou um avião, será que... está vindo atrás de mim?

Só de pensar, uma onda de pura alegria me invadiu. Depois, veio a raiva. E então o medo.

Ela não viria mesmo pra cá, viria?

"Ela perdeu o juízo! Uma ômega como ela morreria aqui fora!" meu lobo, Callen, rugiu na minha cabeça.

Agarrei o comunicador, discando sem parar. Nada funcionava. As comunicações da Alcateia Shadowmoon estavam sendo bloqueadas—instáveis e cortadas.

Droga! Aquela mensagem era de dias atrás. Se ela realmente estivesse vindo, já estaria aqui!

"Cam!" gritei no comunicador.

"Alfa," ele respondeu rápido, entrando correndo na tenda.

Disparei a ordem. "Leve uma equipe e vá vigiar a floresta do Rio Moro. Se encontrar a Aubrey, tire ela daqui em segurança—de qualquer jeito!"

Cam congelou. "Alfa, sua guarda pessoal já foi enviada. Para sua segurança, não posso sair do seu lado."

Ponto de Vista de Aubrey

Depois de me separar de Woods e dos outros, entrei pelo caminho da água. Viajar por terra era perigoso demais. Havia brigas de lobisomens por toda parte—conflitos internos na Alcateia Shadowmoon e ataques dos lobos do sul tentando aproveitar o caos.

Continuei andando até avistar uma vila pobre. O único eletrodoméstico ali era uma lâmpada. E por estarem perto do Rio Moro, toda a vila tinha adoecido. Parecia uma cidade fantasma.

Os primeiros lobisomens infectados pelo T-flu adoeceram ao beber daquela água do rio.

Eu não estava preocupada porque entendia o T-flu melhor que qualquer um deles. Era um vírus sintético. Sua maior fraqueza era a baixa atividade—não sobrevivia na água por mais de quatro dias sem tratamento.

Mas, uma vez dentro do corpo de um lobisomem, ele se tornava teimoso e invasivo. Atacava a capacidade de auto-cura e não parava até o hospedeiro morrer.

Se me lembro bem, naquela época, a Alcateia Stella perdeu muitas vidas para o vírus. O Sul tomou o território deles sem esforço no final.

Segui em frente. Os lobisomens restantes na vila nem olhavam para mim. Pele e osso, deitados nas casas ou largados na estrada. Ardendo em febre, fracos demais para se mover. Quando sentiam fome, mastigavam folhas e grama. Quando tinham sede, bebiam do rio. Se não conseguiam se mexer, só esperavam a morte.

Em apenas um mês, metade da vila já tinha desaparecido.

"Ah, Deusa da Lua..." Ella suspirou em minha mente, cheia de tristeza.

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