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Oito Segundos para o Arrependimento do CEO romance Capítulo 214

A policial desligou o celular, com uma expressão no rosto que demonstrava a satisfação de finalmente ter encontrado uma prova concreta. Mariela, por sua vez, sentiu como se tivesse caído em uma caverna de gelo, seu coração congelando instantaneamente!

Como a voz no áudio era exatamente igual à dela, ela mesma não conseguiu notar a menor diferença. A gravação era limpa, nítida e sem sinais de adulteração; ela não teria como provar sua inocência usando aquele arquivo.

— 13h20? — Ela balançou a cabeça apressadamente, em pânico. — Isso é impossível! Eu estava jantando em uma sala reservada do restaurante exatamente às 13h20. Eu não saí de lá de jeito nenhum!

— E quem pode testemunhar a seu favor? — Vendo que ela se recusava a admitir, a policial questionou: — Havia outras pessoas na sala privativa com a senhora naquele momento?

Mariela respondeu imediatamente:

— Sim, a minha irmã, a Marília!

A policial pegou a caneta e posicionou o bloco de notas:

— Me passe as informações de contato da sua irmã para que possamos localizá-la e coletar o depoimento.

— Eu mesma posso ligar para ela? — Mariela apontou para o celular que tinha sido confiscado na entrada. — A minha irmã tem um problema cardíaco grave e eu tenho muito medo de que uma abordagem policial a deixe nervosa e faça mal à saúde dela.

Ao ouvir aquilo, a policial largou a caneta sobre a mesa:

— Além dela, há mais alguma testemunha que estivesse no local?

Mariela balançou a cabeça negativamente. Naquele dia, depois que o motorista da família as levou até a sala reservada, ele não ficou para almoçar; restaram apenas ela e Marília no ambiente.

— Se o estado de saúde da sua irmã é delicado, não vamos incomodá-la por telefone agora. Vamos direto à checagem das imagens das câmeras de segurança do estabelecimento.

Após dizer isso, a policial se virou e saiu da sala para ordenar que a equipe buscasse as gravações de vigilância do restaurante. Mariela só podia esperar na sala de interrogatório, mas, para o seu desespero, o retorno trouxe provas ainda mais contundentes.

O restaurante da zona oeste forneceu os arquivos de vídeo que mostravam claramente uma figura com as características dela saindo da sala privativa às 13h13.

— Senhorita Mariela, há mais alguma coisa que gostaria de declarar?

Mariela levantou-se num solavanco, como se tivesse se lembrado de um detalhe crucial:

— Eu... eu tinha esquecido! Eu saí sim, mas fui até a sala reservada ao lado para encontrar o Rafael! Eu não saí do prédio do restaurante!

A polícia, então, continuou a exibir o rolo da vigilância. As imagens mostraram que ela de fato foi até a sala ao lado, mas, quando Alana e Daniel saíram de lá, ela os seguiu pelo corredor. Só que, em vez de retornar para a sua mesa original, a gravação mostrava a mulher caminhando em direção à saída principal. No corte do próximo vídeo, a figura já aparecia usando uma máscara e indo direto para o estacionamento.

— Não fui eu! — Mariela negou veementemente, batendo o pé. — Eu não saí do restaurante! Eu só estava olhando pela janela no final do corredor para ver se a Alana e o Daniel tinham ido embora separados. Eu não fui ao estacionamento!

As imagens pareciam irrefutáveis, mas Mariela se recusava a confessar o crime. Ela exigiu uma perícia minuciosa no circuito interno do restaurante, focando especificamente no corredor do andar onde tinham almoçado.

As câmeras cobriam quase todos os ângulos, mas ela se lembrou de que havia um ponto cego justamente embaixo da janela no final do corredor, onde ficava uma câmera que infelizmente estava quebrada. Isso significava que as imagens de alguém descendo as escadas por ali não estavam registradas, assim como o momento em que ela alegava estar apenas olhando a paisagem pela janela.

Dizer que outra pessoa se disfarçou com as roupas dela para incriminá-la parecia uma brecha jurídica plausível, mas qual era a probabilidade de uma coincidência daquelas?

Mesmo assim, Mariela bateu o pé, recusando-se a assinar a confissão de culpa.

— Alguém armou para mim! Estão tentando me incriminar!

— Sra. Mariela, e quem teria interesse em fazer isso? — Diante de tantas evidências, os policiais já estavam perdendo a paciência. — Diga o nome e nós vamos investigar.

Mariela subitamente se lembrou das acusações anteriores e tentou jogar a culpa nos seus antigos alvos:

— Só podem ser a Alana e o Eduardo!

O investigador suspirou, cansado:

— A senhora tem alguma desavença ou rancor contra eles?

Mariela mordeu o lábio inferior, hesitando. Se ela contasse toda a verdade sobre o passado, Daniel acabaria descobrindo que aquelas fotos anônimas tinham sido enviadas para a Alana através da equipe de Marília. Toda aquela confusão antiga seria desenterrada... No fim das contas, fizesse diferença ou não, ela precisava se defender.

— Eu não tenho rancor deles, mas a culpa com certeza é deles! Vocês precisam investigar os dois e limpar o meu nome!

Como ela se recusou terminantemente a colaborar, a delegacia dividiu a equipe em dois grupos: um para processar os dados e outro para ir ao hospital colher o depoimento de Alana e Eduardo.

Ao cair da noite no hospital, o motorista da família Craig trouxe o jantar. Ele acabou pegando o mesmo elevador que os investigadores e os conduziu até o quarto da internação.

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