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Oito Segundos para o Arrependimento do CEO romance Capítulo 213

Daniel não disse nada, e Alana também permaneceu em silêncio.

Raul fez uma pausa por alguns segundos e então disse:

— Mãe, irei à empresa entregar para a Valeria.

— ... — A Velha Sra. Craig respirou fundo. Ter um filho compreensivo assim era realmente sufocante.

Ela virou a cabeça e viu Daniel novamente, imóvel como uma estátua de madeira; ele simplesmente ficou parado ali enquanto a esposa jazia na cama do hospital. Mais sufocante ainda!

— Avó Craig, eu posso cuidar dela — Suzi ainda hesitou um pouco. — Eu sou muito atenciosa.

A idosa apreciou as boas intenções da jovem, mas ainda assim ponderou:

— Boa menina, não é apropriado você passar a noite aqui para cuidar dela. O que os seus pais vão pensar da nossa família Craig se uma notícia dessas se espalhar?

A nora hospitalizada e a família Craig praticamente lavando as mãos? Ao ouvir isso, Suzi ficou sem graça de insistir e olhou para Alana com um ar interrogativo.

— Tudo bem — Alana simplesmente disse. — Suzi, Eduardo, obrigada por virem hoje. Vocês já podem ir descansar.

Suzi pareceu que ia protestar, mas acabou se contendo.

— Voltaremos amanhã — Eduardo fez um sinal para que a irmã arrumasse as coisas dela.

O irmão e a irmã se despediram da família Craig e deixaram o quarto. Assim que saíram, Suzi, com uma expressão inconformada, começou a reclamar:

— Será que o traste do Daniel consegue mesmo cuidar dela? Já seria um milagre se ele não surtasse e fizesse alguma grosseria! Sabe, a Avó Craig e os outros são bem persistentes. Olha só o quanto aquele Daniel maltratou a Alana, e mesmo assim eles querem mantê-la ligada a ele? Toda vez que ele aparece, a Alana fica em silêncio, retraída, sem nem conseguir sorrir. Ela fica praticamente à beira das lágrimas! Irmão, o que a gente faz?

Ela continuou falando sem parar, mas Eduardo só respondeu quando entraram no carro, que foi quando ela finalmente se acalmou.

Eduardo ligou o motor, com o peito repleto de emoções complexas. Era doloroso, complicado, espinhoso e trazia uma sensação de impotência.

— Suzi, enquanto a Alana não se divorciar do Daniel, é natural que a família Craig se preocupe com ela. Mesmo que alguns não queiram os dois juntos, eles prezam pelo status dela como nora da família Craig.

Para ser franco, a família Craig em si tinha consideração. Apenas o marido de Alana, Daniel, parecia insensível.

Suzi encostou a cabeça no banco do carro, desanimada:

— E agora, o que a gente faz?

Assim que o carro entrou no trânsito, a agitação da rua tornou-se excepcionalmente nítida pela janela. Eduardo permaneceu em silêncio, com o olhar focado nas ruas e os pensamentos cada vez mais calmos.

Dentro do quarto, o restante da família Craig se retirou. Daniel desceu para se despedir deles no estacionamento, deixando Alana sozinha por um instante. Ela chegou a pensar que ele não voltaria mais. No entanto, poucos minutos depois, Daniel retornou carregando sua pasta e o paletó.

Ele aproveitou a oportunidade para desabotoar os primeiros botões da camisa e arregaçar as mangas. Parecia que ele realmente planejava se instalar ali.

Um instante antes de ele pendurar o casaco, Alana se pronunciou:

— Pode ir embora. Não contarei nada para a vovó nem para os outros.

— O que você quer dizer com isso? — Os dedos finos de Daniel estavam segurando a gola do casaco, prestes a colocá-lo no cabide. Ao ouvir as palavras dela, ele parou e se virou para encará-la.

— Significa exatamente o que eu disse — Alana encostou-se nos travesseiros, com o rosto abatido, mas obstinado. — Vamos seguir o que você sugeriu antes: cada um vivendo a sua vida. Eu te encobrirei diante da sua família.

Ela estava disposta a manter as aparências para não gerar mais confusão. Daniel afrouxou o aperto e o paletó caiu sobre seu antebraço. Ele o pegou delicadamente e o jogou casualmente no sofá.

— Você acha que estou fazendo tudo isso apenas para agradar a minha avó?

Alana virou o rosto para o lado, permanecendo em silêncio, o que funcionou como uma concordância tácita.

O olhar do homem subitamente se aprofundou e fixou-se nela. Era um olhar penetrante, como se ele pudesse enxergar através dela, fazendo Alana se sentir sufocada por aquela presença.

Ela voltou a olhá-lo e rebateu:

— Eu contratei uma cuidadora.

— Não precisa — essas duas palavras saíram secas, cortando a fala dela.

Um fogo de irritação ardia dentro dele, mas ao ver o rosto pálido da esposa, sua raiva acabou se dissipando.

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