VICTORIA
Eu estava perdendo as esperanças. Quanto mais eu teria que sofrer diante de Dracomir para que ele me escolhesse?
Será que o feitiço que pesava sobre ele era realmente invencível?
Já sentia o calor das chamas perto do meu corpo, aquelas feras gritando lá embaixo, cheias de ódio e maldade.
Só conseguia olhá-lo com a alma apertada, pensando que, se ele permitisse que me queimassem viva... eu nunca o perdoaria.
Por mais dor que isso causasse, dessa vez, eu não deixaria passar.
É claro que eu podia me libertar, não arriscaria tanto se não tivesse uma saída, mas ele era a chave que eu desejava para escapar da injustiça.
—VOCÊ VAI QUEIMAR E NEM AS CINZAS DO SEU CORPO IMUNDO VÃO SOBRAR, CRIATURA DAS TREVAS!
A voz daquela velha soou ao meu lado, puro veneno, e isso porque ela nem sabia que já estava sem filha.
—Vamos ver quem vai queimar...
Rosnei entre os dentes, e ela hesitou por um segundo, me encarando, mas não me via como ameaça.
Baixou a tocha e o fogo estalou ao tocar nas lascas de madeira que logo começaram a incendiar.
Mas naquele instante, ouvi o rugido que eu tanto esperava.
—NÃO OUSE TOCAR NA MINHA FÊMEA!
Olhei para o alto, para o camarote de onde meu homem selvagem saltou feito uma fera.
No ar, seu corpo se transformou de forma impressionante em um enorme lobo Alfa... o espírito animal de Dracomir.
Ele tinha se libertado.
Tudo aconteceu rápido demais. A aura do líder da alcateia se espalhou como uma onda, fazendo todos caírem de joelhos.
Ele correu pela multidão apavorada, atravessou a fumaça que já subia do fogo sob meus pés e saltou para o palco.
As tábuas estremeceram com seu peso. Em quatro patas, ele era quase do meu tamanho.
Belo e feroz. Eu o amava.
Não perdeu tempo com palavras. Seu ódio se manifestou quando arrancou o braço de Ághata, que gritou como uma porca no matadouro.
O sangue espirrou, ativando minha própria fúria. Minhas mãos já se livravam das cordas.
Vi as mandíbulas de Alan se abrirem, indo direto para a cabeça da mulher, que caiu sentada no chão, se mijando e implorando.
Trazendo à tona todas as suas supostas boas ações do passado.
Mas é claro que o Sr. Fenir não ia ficar parado.
—ÁGHATA! —ouvi o rugido dele e virei minha atenção para ele.
Ele levava a mão ao peito, num gesto suspeito.
Ia fazer alguma coisa — e eu não podia permitir!
“AGORA, ROUSSE, MERIDIANA!”
Dei a ordem que meu general esperava.
Através da fumaça, o vi surgir do chão atrás daquele traidor, e “sua filha”, ocupada por Meridiana, se moveu em seus braços, sacando a adaga escondida e cravando-a em seu peito.
Ao meu lado, um grito de agonia ecoou, e vi a cabeça de Ághata rolar pelo chão de madeira manchado de fuligem.
As mandíbulas de Alan pingavam com o sangue dela, seus olhos de lobo fixos em mim.
Me distraí por um segundo, querendo correr até ele, mas um grito vindo da sacada me fez reagir.
—MERIDIANA! —ouvi o berro de Rousse, enquanto uma onda branca de energia vinda daquele velho lançava o corpo de “Celia” para longe, de uma altura perigosa.
—NÃO! —gritei correndo sem pensar.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Rei Lycan e sua Tentação Sombria
Eu tava no 334 do REI LYCAN E SUA TENTAÇÃO SOMBRIA, resolvi voltar no capítulo anterior e agora, apresentando o bilhete hoje de cobrança mas num deixa abrir. Da erro...
Pq aqui nesse livro vc não pode voltar num capítulo que já leu?...
Comprei o capítulo e não consigo ler porquê?...
Eu queria continuar lendo...