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O Rei Lycan e sua Tentação Sombria romance Capítulo 741

VICTORIA

Eu estava perdendo as esperanças. Quanto mais eu teria que sofrer diante de Dracomir para que ele me escolhesse?

Será que o feitiço que pesava sobre ele era realmente invencível?

Já sentia o calor das chamas perto do meu corpo, aquelas feras gritando lá embaixo, cheias de ódio e maldade.

Só conseguia olhá-lo com a alma apertada, pensando que, se ele permitisse que me queimassem viva... eu nunca o perdoaria.

Por mais dor que isso causasse, dessa vez, eu não deixaria passar.

É claro que eu podia me libertar, não arriscaria tanto se não tivesse uma saída, mas ele era a chave que eu desejava para escapar da injustiça.

—VOCÊ VAI QUEIMAR E NEM AS CINZAS DO SEU CORPO IMUNDO VÃO SOBRAR, CRIATURA DAS TREVAS!

A voz daquela velha soou ao meu lado, puro veneno, e isso porque ela nem sabia que já estava sem filha.

—Vamos ver quem vai queimar...

Rosnei entre os dentes, e ela hesitou por um segundo, me encarando, mas não me via como ameaça.

Baixou a tocha e o fogo estalou ao tocar nas lascas de madeira que logo começaram a incendiar.

Mas naquele instante, ouvi o rugido que eu tanto esperava.

—NÃO OUSE TOCAR NA MINHA FÊMEA!

Olhei para o alto, para o camarote de onde meu homem selvagem saltou feito uma fera.

No ar, seu corpo se transformou de forma impressionante em um enorme lobo Alfa... o espírito animal de Dracomir.

Ele tinha se libertado.

Tudo aconteceu rápido demais. A aura do líder da alcateia se espalhou como uma onda, fazendo todos caírem de joelhos.

Ele correu pela multidão apavorada, atravessou a fumaça que já subia do fogo sob meus pés e saltou para o palco.

As tábuas estremeceram com seu peso. Em quatro patas, ele era quase do meu tamanho.

Belo e feroz. Eu o amava.

Não perdeu tempo com palavras. Seu ódio se manifestou quando arrancou o braço de Ághata, que gritou como uma porca no matadouro.

O sangue espirrou, ativando minha própria fúria. Minhas mãos já se livravam das cordas.

Vi as mandíbulas de Alan se abrirem, indo direto para a cabeça da mulher, que caiu sentada no chão, se mijando e implorando.

Trazendo à tona todas as suas supostas boas ações do passado.

Mas é claro que o Sr. Fenir não ia ficar parado.

—ÁGHATA! —ouvi o rugido dele e virei minha atenção para ele.

Ele levava a mão ao peito, num gesto suspeito.

Ia fazer alguma coisa — e eu não podia permitir!

“AGORA, ROUSSE, MERIDIANA!”

Dei a ordem que meu general esperava.

Através da fumaça, o vi surgir do chão atrás daquele traidor, e “sua filha”, ocupada por Meridiana, se moveu em seus braços, sacando a adaga escondida e cravando-a em seu peito.

Ao meu lado, um grito de agonia ecoou, e vi a cabeça de Ághata rolar pelo chão de madeira manchado de fuligem.

As mandíbulas de Alan pingavam com o sangue dela, seus olhos de lobo fixos em mim.

Me distraí por um segundo, querendo correr até ele, mas um grito vindo da sacada me fez reagir.

—MERIDIANA! —ouvi o berro de Rousse, enquanto uma onda branca de energia vinda daquele velho lançava o corpo de “Celia” para longe, de uma altura perigosa.

—NÃO! —gritei correndo sem pensar.

257. O PASSADO DE ROUSSE 1

257. O PASSADO DE ROUSSE 2

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