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O Rei Lycan e sua Tentação Sombria romance Capítulo 734

NARRADORA

Marius ficou alguns segundos com a cabeça baixa.

Lutando para esconder o ódio em seus olhos.

— Bom... pelo menos pude fantasiar com uma mulher tão incrível como você — levantou a cabeça suspirando.

O sorriso nos lábios não chegou aos olhos.

— Estamos com você, Victoria. Odeio os lobos... mas confio na sua justiça. Vou reunir os vampiros nos esgotos.

Disse com uma leve reverência e se afastou como um homem com o coração despedaçado.

Ele e Edgar partiriam sozinhos.

Rousse se aproximou, saindo da proteção das árvores.

A chuva tinha cessado e escorria pelas suas roupas escuras.

— Não confio nesse vampiro — disse em voz baixa enquanto ajudava a Srta. Victoria a se levantar.

Tinha sido uma loucura o que ela fez; se sua força não fosse suficiente, poderia ter sido arrastada para o mundo dos mortos.

— Eu sei — respondeu ela com um brilho astuto no olhar —. Fique de olho nele, tenho um pressentimento de que ele vai fazer alguma burrice.

Victoria se levantou, mas levou a mão à cabeça com um leve enjoo.

O sangue em seu corpo queimava como lava fervente, sua magia selênica estava drenada.

— Já coloquei os mortos-vivos pra dormir. Se seu pai soubesse a loucura que você acabou de fazer, bem na minha frente, ele teria arrancado minha cabeça — disse ele, bufando enquanto invocava o portal subterrâneo pra levá-la de volta ao palácio.

— Ainda bem que a cabeça... e não suas bolinhas. Vai que agora você vai precisar delas.

— Victoria... — chamou com um tom de advertência.

Quando ele omitia o “Srta.” normalmente era porque ela tinha aprontado.

Mas enquanto a terra os engolia, a vampira riu mais uma vez do seu general.

Rousse não conseguia esconder o amor por Meridiana, e Victoria estava feliz demais por ele.

Aquela bruxinha também merecia.

Tinha mostrado ser muito mais corajosa e ousada do que parecia.

— Nunca duvidei que você estaria me protegendo, meu General — sussurrou ela, desaparecendo nas entranhas da floresta.

O páramo saqueado, enfim, ficou em silêncio.

*****

Algumas noites depois, enquanto “a criada da Celia” penteava seus cabelos, ela deu a notícia que Victoria tanto esperava.

— Elas parecem já estar convencidas de que podem confiar em mim — sussurrou para Victoria, passando os dedos suavemente por sua cabeleira castanha.

A escova deslizava lentamente entre os fios.

— O que te pediram pra fazer? — os olhos avermelhados a encararam através do reflexo do espelho.

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