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O Rei Lycan e sua Tentação Sombria romance Capítulo 726

NARRADORA

Alguns dias antes...

Fora dos muros de proteção do feudo, Rousse havia chegado ao refúgio de Marius e seu povo.

Ele não confiava nos vampiros, mas reconhecia que estavam sozinhos neste mundo.

Inimigos havia de sobra, e aliados, bem poucos.

Agora... ainda estava para se ver se o vampiro que caminhava à sua frente era um amigo leal.

—Tem certeza de que foi na saída da muralha externa? —Marius voltou a perguntar para Meridiana.

Supostamente, ela tinha sido a única feiticeira que encontraram e, para falar a verdade, não parecia grande coisa.

Claro que Marius não estava por dentro dos poderes da pequena bruxa.

Também ficou bastante decepcionado ao não ver Victoria, mas segundo seu servo, ela havia se infiltrado na fortaleza dos lobos.

Seguia então na frente Rousse e Meridiana, segurando uma tocha que iluminava o túnel subterrâneo lúgubre.

Suas botas chapinhavam ao pisar nas águas lamacentas do esgoto.

O fedor subia, impregnando suas narinas.

Somente uns pezinhos se mantinham limpos, montados nas costas largas do general.

—Eee... pra falar a verdade, eu estava muito nervosa. Só lembro bem que deixei cair da carroça onde eu estava —Meridiana respondeu à pergunta dele.

Ela se esforçava tentando puxar os flashes das visões que tinha extraído da mente da jovem feiticeira.

A garota ainda estava em estado crítico. Mal se mantinha no mundo dos vivos.

Mas era necessário encontrar o que ela tanto se esforçou pra esconder de Celia.

—Pelas descrições do lugar, e considerando que a correnteza não o arrastou, deve estar por aqui —Marius anunciou, levantando a mão e iluminando a galeria onde o túnel se abria.

Os vampiros haviam explorado quase todas as passagens, como ratos prontos pra fugir dos lobos.

—Os esgotos daquela parte ficam alguns metros acima dessa fossa.

Ele apontou para o teto, onde se viam alguns buracos e, mais acima, feixes de luz vindo das grades que davam para as ruas.

—Vamos procurar, então —Rousse disse poucas palavras e começou a sondar a água parada.

“Pequena, você não devia ter vindo, esse lugar fede... não, não, Meridiana, nem pense em descer.”

O general estava angustiado com a ideia de sua amante delicada se sujar com tanta imundície.

Meridiana suspirou, se agarrando mais ao pescoço dele e fazendo cara de resignada, apesar do sorrisinho apaixonado nos lábios.

Ela adorava quando seu macho a mimava!

Marius se afastou para o outro lado, arrastando as botas pelo fundo, achando que estava perdendo tempo com bobagens.

Ainda assim, vigiava de tempos em tempos a interação daqueles dois esquisitos.

Um sorriso torto apareceu em seus lábios ao ver aquela fêmea dando um beijo no ouvido daquele monstro.

Que nojo.

Dava pra ver que ela era cega, mas será que também não tinha tato nos dedos pra sentir aquelas cicatrizes horríveis?

242. UMA MAGIA DE OUTRO MUNDO 1

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