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O Rei Lycan e sua Tentação Sombria romance Capítulo 706

NARRADORA

Rousse olhava encantado para a pequena mulher em seus braços.

Ainda custava a acreditar que Meridiana o havia aceitado como amante.

Acariciava sua bochecha com delicadeza.

Inspirava aquele aroma delicioso que preenchia sua alma.

Queria ficar para sempre preso naquela bolha cor-de-rosa, mas logo entendeu que era hora de encarar a vida real.

Seu ouvido aguçado captou o som de botas subindo as escadas até o segundo andar.

A cadência, o peso dos passos, a firmeza na caminhada... era o Lorde se aproximando dos seus aposentos.

“Amor, acorda, Meridiana, acorda, meu bem, temos companhia.”

A feiticeira mal teve tempo de esfregar os olhos antes de entender a gravidade da situação.

Imediatamente se recolheu para o mundo interior do seu General.

Os passos pararam bem diante da porta de Rousse.

Do lado de fora, Dracomir esperava, ansioso, embora fingisse indiferença.

Não havia dormido, e seu rosto mostrava sinais de cansaço.

Seus olhos não paravam de olhar para a última porta do corredor.

Era o quarto de Victoria.

Pelo menos dormiam em quartos separados, e isso era um alívio para o seu coração ciumento.

A porta se abriu de repente, e aquele macho cheio de esquisitices parou diante dele.

— Lorde, a que devo sua visita tão cedo?

— Preciso falar com você — praticamente ordenou —. Não aqui. Vamos para outro lugar.

Seus olhos se moveram discretamente para a fresta embaixo da porta de Victoria.

Ele podia senti-la... ela estava ouvindo tudo.

— E por que eu deveria acompanhá-lo para um lugar desconhecido? Está pensando em me eliminar em segredo?

Rousse não se deixava intimidar por sua aura dominante.

— Se eu quisesse te apagar, já teria feito isso sem rodeios. Não se esqueça de que está nas minhas terras — rosnou Dracomir.

— Vamos.

Não ia perder mais tempo com bobagens.

Precisava voltar ainda hoje para o acampamento, mas não sairia sem ela.

Tinha pensado muito nisso durante as horas em que ficaram separados.

Deixá-la ir foi uma péssima ideia desde o começo.

Com ou sem seu lobo, Dracomir sabia que Victoria era sua companheira destinada.

Só isso explicava a loucura que sentia por aquela vampira.

*****

Eles finalmente seguiram pelo corredor e, antes de descerem as escadas, o General olhou para trás.

Victoria estava no batente da porta, com os olhos vermelhos e cansados.

“Vai, Rousse, eu estou de olho.”

222. UM ACORDO SOB AMEAÇA 1

222. UM ACORDO SOB AMEAÇA 2

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