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O Rei Lycan e sua Tentação Sombria romance Capítulo 649

NARRADORA

Aquele homem não mentiu — realmente houve um portal físico ali. Mas agora, não dava mais para seguir por aquele caminho.

Pelo visto, neste continente os portais funcionavam como passagens dimensionais para outros mundos.

Nem todos tinham o poder de rasgar o espaço como Silas, Lavinia, Laziel ou até mesmo Aidan.

As pupilas do príncipe vampiro vibraram no escuro. Não importava que aqueles vampiros fugitivos tivessem bloqueado a rota para não serem perseguidos.

Eles poderiam abri-la de novo... mas ele precisava da ajuda da sua família.

Virou-se e começou a caminhar até a saída.

—Protejam essa caverna com a vida de vocês. Qualquer anomalia, me avisem —ordenou às duas mortas-vivas jogadas na grama como num piquenique.

—Espera… eu disse… a verdade… não me deixe… com elas… —Edgar murmurou, jogado no chão. —Posso… te contar tudo… sobre a Victoria…

Ao seu redor, a grama se tingia de vermelho. Tinham arrancado suas pernas, braços e... suas joias da coroa.

Não lhe restava muito tempo. Só não havia desmaiado de dor por ser um sobrenatural.

Zarek o olhou como quem olha pra um monte de bosta.

—De qualquer jeito, você vai contar tudo o que viveu com minha filha —respondeu friamente.

Seu rosto lindo, entre sombras e luz de lua.

—Não preciso de você vivo pra isso… arranquem tudo o que ele sabe e me passem —deixou essas últimas palavras com a atriz frustrada e a maquiadora de elenco.

Invocou a névoa e flutuou sobre a floresta, onde a sinfonia de gritos, a fumaça ao longe e o cheiro doce de sangue pairavam no ar.

“Só mais um pouco, filhote… estou a um passo de você.”

*****

Algum tempo depois, todos estavam acomodados na matilha do pântano.

Os moradores já estavam acostumados com coisas estranhas, mas ver os novos lycans ainda causava impacto.

Fenrir e Magnun voltaram para ajudar o pai com os deveres administrativos.

—Porra, aquele velho só usa a gente pra fazer o serviço sujo.

—Pula, Fenrir! —gritou Magnun, empurrando o gêmeo no portal para salvar ele do tapa do pai.

—Pirralhos rebeldes —Aldric rosnou, voltando para a fogueira com sua fêmea e para assar as carnes.

Em estacas banhadas de sangue, as cabeças dos inimigos ainda olhavam com terror.

—Uma pena que eles viram leões quando morrem. Com a juba, era mais bonito —Cedrick comentou com seu novo melhor amigo, o Rei Lycan.

—E eu arranquei a cabeça dele feito uma besta… —Aldric resmungou.

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