NARRADORA
Entre as chamas do fogo mágico e a fumaça dos pequenos focos de incêndio, Edgar o viu.
Aquele vampiro estava calmo demais, como se estivesse apenas dando um passeio.
Ele moveu a mão como quem espanta uma mosca, e a névoa branca se abriu ao meio, liberando o caminho.
— Último aviso! Ou você para, ou será executado!
O general feiticeiro gritava à frente de seus homens, defendendo aquele pedaço de terra.
Mas Edgar percebeu o quão tolo tinha sido, achando que estaria salvo por ter alcançado aquele ponto de controle.
Ele se lembrava do exército que Victoria criou do nada — onde só havia poeira e ossos, ela moldou soldados.
Então, o que aquele homem não seria capaz de fazer, se parecia ser a própria fonte de todo o poder?
— Ataquem com feitiços supressores!
Edgar começou a recuar, desejando fugir, se afundando nas sombras das árvores.
Mas então a terra começou a tremer, parecia um terremoto, e antes que qualquer feitiço encostasse no vampiro vestido de preto, uivos arrepiantes rugiram do desfiladeiro.
Mãos agarraram a beirada de terra, machados enferrujados se cravaram, garras empurraram os corpos robustos e invencíveis que surgiam da névoa escura, do fundo do abismo.
— Mantenham suas posições!
— Pela Deusa, o que são essas coisas?!
— Aquele maldito vampiro trouxe a desgraça!
— Lutem por suas vidas!
Com gritos de guerra, os dois lados colidiram.
De repente, não era mais cem contra um.
A balança havia virado e os mortos-vivos devastavam aqueles feiticeiros de quinta como uma praga.
Faíscas de magia saltavam por todos os lados, sangue, gritos, braços e cabeças voando — e no meio de todo aquele caos, Zarek avançava sem parar.
Sua túnica longa esvoaçava com a noite, assim como seus cabelos de ébano brilhante.
Suas botas firmes pisavam sobre os corpos dos caídos.
Ele era o maestro dessa sinfonia macabra.
Esse era o seu mundo. Ele era o príncipe da calamidade e da morte.
Onde os outros viam ruína, ele via vida.
Edgar contemplava a mesma imagem que nunca tinha saído de sua mente.
Se Victoria já parecia incrivelmente assustadora, caminhando com um sorriso no meio da chacina, este homem era, sem dúvida, a origem do mal.
Algo quente e nojento escorreu pela perna da calça, e suas pernas recusavam-se a se mover.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Rei Lycan e sua Tentação Sombria
Eu tava no 334 do REI LYCAN E SUA TENTAÇÃO SOMBRIA, resolvi voltar no capítulo anterior e agora, apresentando o bilhete hoje de cobrança mas num deixa abrir. Da erro...
Pq aqui nesse livro vc não pode voltar num capítulo que já leu?...
Comprei o capítulo e não consigo ler porquê?...
Eu queria continuar lendo...