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O Rei Lycan e sua Tentação Sombria romance Capítulo 397

KATHERINE

Com gestos, entendi novamente que ele queria jogar o tapete dentro do forro de tecido no chão, e a água era para tirar a poeira das frias lajotas.

— Eu faço isso — ele rosnou quando tentei ajudá-lo.

— Tudo bem, tudo bem, selvagenzinho, está bem...

Presenciar aquela cena do grandalhão passando desajeitadamente um pano molhado na área diante da lareira quase me fez rir na cara dele.

Uma risadinha escapou ao vê-lo esfregando com afinco, todo concentrado, como uma empregada experiente.

Ele então levantou a cabeça para me olhar, ofendido.

— Eu… — disfarcei a risada com dificuldade. — Você deixou um pedacinho ali.

Apontei para o local onde seus joelhos estavam apoiados, como uma verdadeira patroa... e ele me obedeceu!

Hahaha, o Duque Donzelinho... ah, não, não, o Duque Bestinha Faxineira, hahaha...

Minhas bochechas doíam de tanto segurar o riso.

Essa cena, vou guardar para o futuro, junto com a história dos porcos.

O calor do fogo evaporou rapidamente a água.

Não sei se foi por sua força, mas as lajotas realmente brilhavam.

Acho que nem quando foram colocadas eram tão reluzentes.

O toque final foi quando ele parou o cilindro à sua frente, rasgando o tecido protetor. Olhei curiosa.

Dentro, havia um tapete novo e bem conservado.

Ele o estendeu por todo o espaço diante da lareira.

— Ótimo trabalho, meu Duque! — até bati palmas em elogio.

Seus olhinhos, brilhando à luz das chamas, me diziam que ele gostou bastante.

Ainda não entendia bem o motivo de tantas preparações, mas quando ele se sentou perto da lareira, sobre o tapete de arabescos bordô, e ficou apenas me olhando, aquele friozinho começou novamente em meu peito.

— Você... quer dormir aqui?

A resposta foi estender sua mão cheia de garras escuras.

Engolindo em seco, me abaixei um pouco para tirar os botins e não sujar nada.

— Mmm… — gemi, e não de prazer.

A inflamação no meu joelho já era muito evidente, a dor estava insuportável e percebi o quanto o couro estava apertado contra minha pele.

— Elliot, não quero sujar o tapete. Ah! — me agarrei aos seus ombros quando fui erguida em seus braços.

Com ele, sempre me sentia como uma boneca delicada.

Me vi sentada em seu colo, com as pernas pendendo pela lateral, a suavidade da pelagem por todo meu corpo, os músculos rígidos de suas coxas sob meu traseiro.

De repente, uma dúvida "pervertida" assaltou minha mente.

Me esfreguei sutilmente contra ele.

Nunca tinha visto sua “anaconda” nessa forma animal... estaria escondida entre a pelagem, em uma bainha ou algo assim?

— Auch — saí de minhas fantasias perturbadoras quando o primeiro botim caiu, revelando meu pé inchado como um presunto.

O outro estava igual. Suspirei aliviada ao ver meus dedinhos inchados se libertando.

— Elliot… obrigada por vir, amor. Nem sei como você nos encontrou, mas obrigada.

Me abracei ao seu abdômen e encostei a cabeça em seus peitorais musculosos.

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