KATHERINE
— Pronto — clap, clap, clap.
Sacudi minhas mãos, observando meu bom trabalho.
Não ficou impecável, mas estava bastante habitável e decente.
Olhei para o corredor, para o bom rapaz que esperava como um aluno diante de sua professora.
— Venha, traga a menina, querido — pedi, e o vi se erguer sobre suas poderosas patas traseiras, carregando a pequena com cuidado.
Agora que a adrenalina estava diminuindo, as palavras dele no meio da ponte voltaram à minha cabeça.
Enquanto o via entrar com certa dificuldade pelo estreito batente e o ajudava, minhas mãos tocaram suavemente seus poderosos antebraços.
Elliot disse que essa criatura me ama, como ele... Será que são seres independentes? Não é a mesma coisa? E ele me ama?
Assim, sem mais nem menos, tão rápido? Amor para mim é uma palavra muito séria.
Nossos olhares se cruzaram, e por uma razão tola, comecei a ficar nervosa.
Meu coração falhou uma batida.
— Hum — tossi falsamente. — Vamos colocá-la na cama, encontrei alguns lençóis no armário. Você vinha aqui com frequência?
Perguntei para puxar conversa, mas ele não confirmou nem negou.
Colocou com delicadeza o pequeno corpo de Lavinia sobre o colchão.
Ao observá-la de perto e descobrir tantos pequenos cortes em sua pele alva, machucados e hematomas, esqueci de tudo o mais.
— Minha pobre bebê, aqueles malditos... — engoli o nó na garganta, apertando os dentes com ódio.
Tirei seus sapatinhos sujos e desgastados, cobrindo-a com o velho cobertor que tinha um leve cheiro de mofo, mas era isso ou passar frio.
Um rosnado baixo ao meu lado me fez reagir.
— O que foi? — perguntei ao vê-lo sentar no chão ao lado da cama, roçando minhas coxas.
Ele abriu a boca e fez um gesto de engolir algo, depois apontou para Lavinia.
— Comer? — ele assentiu de imediato. — Tem comida aqui? Alguma despensa?
Me preparei para procurar algo para repor as energias, pois eu também não estava muito bem.
Mas ele negou com a cabeça, pegou minha mão com sua pata robusta e levou meus dedos até os lábios de Lavinia, depois abriu sua boca.
— Você quer... hã... que eu mantenha a boca dela aberta? — adivinhei após várias tentativas. — Certo, assim?
Separei seus lábios pálidos e seus dentinhos. O que ele pretendia?
Logo soube e fiquei aterrorizada.
Vi como uma daquelas garras mortais rasgou sua própria e grossa munheca como se fosse papel, levando-a imediatamente à boca aberta de Lavinia.
— Não, espera, o que está fazendo! — tentei detê-lo, mas um rosnado severo me fez parar no ato.
Ele se aproximou ainda mais de mim, quase sobre meu corpo, enquanto eu estava sentada na beira do colchão.
Lavinia começou a engolir por instinto. O sangue vermelho, como um vinho tinto, fluía incessantemente para sua garganta.
Arregalei os olhos ao ver a magia daquele líquido poderoso.
As escoriações, marcas de traumas e ferimentos começaram a desaparecer diante dos meus olhos.
A palidez de suas bochechas foi substituída por um tom rosado e saudável.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Rei Lycan e sua Tentação Sombria
Eu tava no 334 do REI LYCAN E SUA TENTAÇÃO SOMBRIA, resolvi voltar no capítulo anterior e agora, apresentando o bilhete hoje de cobrança mas num deixa abrir. Da erro...
Pq aqui nesse livro vc não pode voltar num capítulo que já leu?...
Comprei o capítulo e não consigo ler porquê?...
Eu queria continuar lendo...