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O Rei Alfa quer se casar comigo!? romance Capítulo 6

Eu não pude evitar.

Fiquei pensando naquela noite na caverna: o prazer que o estranho me deu; os sons animalescos que ele fazia...

Era difícil conciliar o homem de minhas memórias com aquele que eu via diante de mim agora.

Lembrei-me do abraço forte que ele me deu; das grandes mãos nos meus quadris; do hálito quente em meu pescoço.

E daquele pauzão.

Ele parecia saber usá-lo muito bem.

“Espera...”, disse eu, voltando à realidade, "Você era mesmo virgem antes daquela noite?"

"Sim", respondeu ele com seriedade.

"Parecia que... você sabia o que estava fazendo."

O príncipe ergueu as sobrancelhas. “Isso é um elogio?”

A boca dele se contorceu, como se ele estivesse tentando não dar um sorriso presunçoso.

Não foi a minha intenção perguntar assim.

“Tudo bem”, continuou ele, “Nesse caso, qual é o problema? Imagino que isso aqui é a melhor proposta que você vai receber na vida." Nolan apontou para a coroa de louros, que ele deixou de lado após perder a oportunidade de colocá-la em minha cabeça durante a cerimônia.

Pigarreei e respondi: “Espera aí. Deixa eu ter certeza de que entendi direito".

Aproximei-me da coroa e a toquei.

O ouro era duro, frio e pesado. As pontas das folhas eram afiadas e delicadas. Ela era linda.

“Já que sou gordinha”, falei, “Nenhum outro homem bonito no mundo vai me dar bola e querer casar comigo? Eu deveria só te deixar me levar pro palácio, onde você vai poder me f*der quando quiser, e te agradecer por isso, mesmo que você nunca vá me amar?"

Seus olhos se arregalaram.

Dei uma risada sarcástica, encolhi os ombros e sorri.

“Não preciso disso”, concluí, “Não preciso ser Luna.”

Nolan abriu a boca para responder, mas continuei antes que ele pudesse me interromper.

“Você disse que estava grato por eu ter te salvado. Pois bem, me diverti naquela noite, e isso é o suficiente pra mim. Você não me deve mais nada."

Nolan apertou os olhos e me encarou de um jeito um pouco ameaçador.

Era horrível o quanto eu o desejava, ainda mais quando ele olhava para mim desse jeito, mostrando um pouco de sua escuridão.

Lembrei-me do que ele disse antes.

Basicamente, ele estava me falando que eu deveria saber desde já: ele nunca se apaixonaria por mim.

Não havia nenhuma boa razão para me entregar ao príncipe.

Meu estômago parecia estar vazio. Eu estava ansiosa para chegar em casa, comer uma refeição quentinha, deitar na cama e simplesmente deixar essa noite horrível acabar.

“Você precisa mesmo se casar por amor?”, perguntou Nolan.

"Sim", respondi, percebendo, ao dizer isso, que não era algo em que eu realmente havia pensado muito antes.

“É uma boa ideia”, disse ele, “Mas as pessoas deixam de se amar tão rápido quanto se apaixonam. O casamento é só uma escolha em que o amor não é necessário.

Ele se aproximou de mim, chegando tão perto que eu conseguia sentir seu hálito quente.

Depois, o príncipe estendeu a mão em direção ao meu rosto.

E tocou a minha papada.

Parecia que ele queria que eu afastasse a mão dele, ou ficasse com raiva ou insegura.

“Casar por amor é um motivo tão bom quanto qualquer outro”, respondi, “E posso encontrar alguém que seja mais compatível comigo. Um plebeu, por exemplo, ou talvez até um homem gordo que cozinhe pra mim e não ache que tem algo de errado com meu corpo.

“Ah”, disse Nolan, “Aí, você vai poder ser pobre pelo resto da vida?”

Ele passou as pontas dos dedos na parte de baixo de meu queixo, raspando o dedo áspero em minha pele macia, lembrando-me da mistura de prazer e dor que seu toque era capaz de trazer.

Tenho um rosto redondo, e isso costumava me deixar constrangida. No colegial, as meninas me chamavam de "cara de pizza", principalmente porque, quando eu ficava envergonhada, minhas bochechas coravam.

Tina compara meu rosto a uma doce maçã vermelha, supostamente de um jeito carinhoso.

Ele me levou para casa em uma limusine Rolls-Royce.

Sentamos na parte de trás dela, e a achei tão grande que parecia que eu estava na arquibancada de um estádio de futebol, só que com sofás vermelhos de couro e um motorista na frente. Os guerreiros Gama faziam uma carreata protetora em volta da limusine, levando-nos e seguindo-nos até a casa de Tina.

Eu estava morta de cansaço.

Nolan pegou o celular e começou a falar com algum parceiro de negócios assim que entrou no veículo. Ele parecia estar resolvendo a questão do pagamento de alguma coisa.

Havia uma papelada que parecia ter surgido do nada no colo dele.

Descansei a cabeça no encosto do banco e me deixei cochilar.

#

Acordei com uma barulheira: portas de carro batendo; vozes gritando...

A limusine estava parada.

Ouvi dezenas de pessoas falando lado de fora dela, batendo nas janelas, esperando na calçada em frente à minha casa, com câmeras apontadas para a porta da frente.

Ao acordar, percebi que não estava mais com a cabeça apoiada no banco, mas sim no ombro do príncipe. Ele continuava no celular, mas agora estava ouvindo alguém falar.

Surpresa e sonolenta, recuei de repente.

Acabei batendo a cabeça no teto da limusine.

Doeu um pouco, mas o pior foi que fiquei constrangida.

Nolan, que continuou com o celular encostado no ouvido, apenas olhou para mim e sorriu de um jeito que indicava que ele estava se divertindo, mas parecia estar com vergonha também.

“Tenho que ir”, disse ele à pessoa do outro lado da linha antes de desligar.

Ele abriu a porta e saiu primeiro, então a segurou aberta para mim, ficando com as costas largas viradas para a multidão, como se fosse uma espécie de escudo humano, para que eu pudesse sair com um pouco de privacidade.

Os guerreiros Gama mantiveram os repórteres longe de nós enquanto o príncipe me acompanhava até a casa. Mais uma vez, fiquei perturbada com a facilidade com que ele mantinha essa farsa em público, fingindo ter carinho por mim.

Ele me deu um beijo na testa quando chegamos à porta.

"É melhor você se comportar", sussurrou em meu ouvido.

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