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O Rei Alfa quer se casar comigo!? romance Capítulo 2

Fui na mesma direção de Evan, do rio até o campus, e o encontrei no campo de futebol americano, onde ele estava arrumando as coisas dele. Ele fez um gesto para que eu o seguisse.

Abri a boca para responder, mas, nesse momento, ele se virou e gritou para o time que queria que eles chegassem cedo no próximo treino. Evan era o capitão do time de futebol e adorava se exibir, dando ordens para os outros membros sempre que tinha uma chance, ainda mais quando havia alguém olhando.

Havia uma pequena distância entre nós enquanto caminhávamos para casa.

Evan era assim às vezes e me ignorava, como se fosse legal demais.

Mas eu tinha que admitir: no geral, ele era um bom irmão para mim. Pelo menos eu sabia que ele tinha um bom coração. Evan sempre teve vergonha de ser o irmão mais velho da gordinha, ainda mais porque era popular.

Mas ele esteve lá por mim quando eu precisei dele e fez coisas legais para me surpreender e me lembrar que ele se importa. Por exemplo, Evan comprava meus chocolates favoritos para mim e os colocava na minha bolsa quando eu não estava olhando.

Tive que apertar o passo para poder acompanhá-lo, mas percebi que me sentia realmente muito leve, e era fácil andar rápido. Não pude evitar notar que meus quadris também pareciam mais sexy, pois balançavam a cada passo que eu dava. Lembrei-me do que Lily disse sobre eu ficar mais bonita; ainda não parecia verdade, mas eu não podia negar que me sentia diferente em meu corpo hoje.

Será que tudo isso estava mesmo acontecendo porque fiz sexo com aquele lobisomem na noite passada?

A loba dentro de mim despertou no instante em que pensei nele. Meu coração começou a martelar no peito, e eu não sabia se era porque eu estava andando rápido. Lily não havia feito nenhum comentário, mas eu a senti em meu corpo e me lembrei do cheiro daquele homem incrível.

A forma como aqueles penetrantes olhos verdes brilhavam...

Ele estava com uma aparência terrível por conta dos hematomas no rosto e do corpo todo machucado, mas ele era o homem mais bonito que eu já tinha visto na vida, apesar disso.

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A mãe de Evan preparou o jantar para nós: uma farta refeição com carne, batatas e um ensopado de legumes. Eu precisava bastante disso depois da noite que tive. Tina era uma ótima cozinheira, então eu não me importava em morar com ela e Peter, meus pais adotivos. No momento, eu estava no primeiro ano da faculdade.

"Você tá bem, Yena?"

Tina estava olhando para mim, preocupada.

"Ah." Pigarreei e respondi: “Sim, só tô com fome. Ter ido... acampar foi bem cansativo".

Tina assentiu. Fiquei aliviada por ela não insistir e perguntar sobre qualquer mudança que talvez tivesse notado em mim.

Quando minha mãe morreu, ela me deixou com Tina, sua melhor amiga. Fui criada pela família dela, e eles sempre me trataram bem. Fiquei muito grata quando ouvi que ela e Peter pagariam pelos meus estudos, e me matriculei na Werewolf Noble Academy um ano depois de Evan.

Eu já estava acostumada a me sentir deslocada antes de começar a estudar na WNA. Sempre sofri bullying por ser gorda e aprendi havia muito tempo que não podia deixar isso me afetar. Os lobisomens mais nobres da faculdade me desprezavam de um jeito diferente, no entanto. Se esse fim de semana serviu como exemplo, eles eram piores do que eu esperava.

Olhei para Peter, que comia distraído um grande pedaço de carne, sem prestar atenção em ninguém. Ele estava voltando tarde do trabalho com ainda mais frequência recentemente e parecia que estava passando por dificuldades lá.

Comi rápido e subi para o meu quarto.

Não importava o que eu fizesse, não conseguia parar de pensar naquele estranho.

Perguntei-me se eu o veria de novo.

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Eu estava entrando no elevador do edifício de artes quando ouvi uma voz familiar atrás de mim.

"Ora, ora", disse ela.

Virei-me. Era Caryn, uma das garotas que me abandonaram na montanha.

Apertei o botão, mas ela entrou no elevador logo atrás de mim, antes que a porta se fechasse.

“Se não é a grande Yena...”, continuou Caryn, “Parece que você sobreviveu àquela longa caminhada montanha abaixo. Fico quase impessionada."

Ela deu um sorriso cruel e satisfeito, mostrando os dentes brancos e perfeitos.

As duas puxa-sacos dela entraram logo em seguida no elevador apertado, ficando uma de cada lado de Caryn. Eu não conseguia pensar em nada para dizer.

“O que foi, gorduchinha? O gato comeu a sua língua lá em cima na montanha?”

Caryn riu do que ela própria disse e olhou para as outras duas, esperando validação. Elas riram na hora, e a porta do elevador começou a se fechar.

"Ei!"

“Uau!” Susan já havia me contado várias vezes que sonhava em se casar com Nolan, o príncipe mais velho da família real Lycan. Isso significava que ela queria se tornar a rainha Luna um dia.

"Você tem que me ajudar", implorou ela, de olhos arregalados.

"Te ajudar? Como?"

“Me faz um vestido. Ele vem pro Baile da Lua Cheia aqui no campus e vai escolher a Luna dele lá. Bem, você sabe que meus pais provavelmente não tem dinheiro pra comprar um vestido, pelo menos não um que seja bom o suficiente pra chamar a atenção dele."

“Claro”, respondi. Susan vinha de uma família de lobisomens nobres, mas ela me contou um segredo nos últimos tempos: a mansão dos pais era praticamente a unica coisa que lhes restava. Eles tinham os títulos de nobreza e faziam parte da alta sociedade, mas, na prática, estavam quase falidos.

“Quero um vermelho”, acrescentou ela, sorrindo, "Vermelho-sangue."

“Conta comigo”, falei, “Você sabe que eu faria qualquer coisa por você.”

“A propósito”, disse ela, “Queria te pedir mais uma coisa. Será que você pode vir comigo?"

"Ah." Fiquei um pouco surpresa. "Por quê? Você sabe que não tô muito interessada nisso tudo.

Casar com um príncipe não era a vida que eu queria, na verdade. Eu preferia seguir uma carreira na moda... Talvez até ser famosa por meus designs algum dia. Mas Susan estava obcecada pelo príncipe Nolan desde que o viu uma vez em um jantar real.

“Em primeiro lugar”, começou ela, “Como alguém pode não estar interessada no príncipe Nolan? Juro pela Deusa, ele é perfeito em todos os sentidos.”

Levantei uma sobrancelha enquanto a encarava.

Ser bonito não era o esperado de um príncipe? Eu realmente não conseguia imaginar que ele fosse mais espetacular do que os outros.

“Quando você vir ele, vai entender o que quero dizer”, continuou Susan. “E, por favor, vem só pra me apoiar. Vou estar tão nervosa..."

"Ok", suspirei, aceitando minha sentença, “Mas pensei que fosse necessário ser virgem pra ser elegível pra festa de seleção? Então... Lembra do que acabei de te dizer?"

"Quem liga?", perguntou ela, encolhendo os ombros. “Se você não contar a ninguém, não tem como ficarem sabendo.”

Ela me deu uma piscadela e sorriu.

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