Tereza Rodrigues sabia muito bem que sua filha ainda estava brigada com Benjamin Freitas!
Agora que estava doente e com o pai da menina passando por dificuldades, precisava resolver a situação da filha antes de poder ficar tranquila.
— Não se preocupe comigo, filha. O médico disse que foi só uma oscilação na pressão, é só descansar que logo fico boa! — disse, sorrindo para tranquilizá-la. — Veja só, até o Benjamin fez questão de vir me ver.
Valentina Lacerda evitou continuar o assunto da mãe, mudando de tema rapidamente.
— A senhora já jantou? Se quiser, posso ir em casa preparar um caldo bem leve, ou prefere que eu faça aqueles pãezinhos recheados que gosta?
— Benjamin trouxe comida pra mim, não precisa se preocupar! — respondeu Tereza, tentando aliviar o clima.
Percebendo que a filha evitava o assunto, Tereza segurou sua mão com firmeza e aconselhou:
— Filha, o Benjamin já me contou tudo. Sinceramente, acho que você está exagerando. Casamento não é algo que se termina da noite para o dia! Ainda por cima sair de casa assim? Quando foi que eu te ensinei a agir assim?
— E a Estrela? Como você pode sair e deixar sua irmã desse jeito? — Tereza completou, o tom mais preocupado do que repreensivo.
Valentina sabia que a mãe falava essas coisas mais para Benjamin ouvir do que para ela mesma. Mesmo assim, sentiu-se injustiçada. Não podia contar tudo o que sofrera no casamento, nem deixar a mãe preocupada com isso. Mas ouvir a mãe criticá-la dessa forma também era difícil.
Virou o rosto, tentando conter as emoções.
Tereza olhou para a filha, aquela que criara com tanto carinho. Conhecia bem Valentina para saber que ela tinha suas razões.
Mas casamento exigia compreensão mútua! Não era possível pensar em separação ao menor problema!
Benjamin, que acompanhava tudo em silêncio, se manifestou:
— Dona Tereza, fui eu que magoei a Tina. Pode ficar tranquila, vou cuidar bem dela daqui pra frente.
A mãe assentiu, satisfeita.
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