Nesse momento, Manuel Domingos também chegou com flores.
— Mana! Parabéns!
Valentina Lacerda aceitou as flores com um sorriso.
— Obrigada.
Depois de se despedir da equipe da casa de leilões, Valentina Lacerda preparou-se para voltar ao hotel para descansar.
Manuel Domingos, ao saber que ela voltaria para a Cidade Capital no dia seguinte, ficou um pouco desanimado.
— Tão rápido?
— Eu nem tive a chance de te mostrar a Cidade G direito.
Valentina Lacerda respondeu:
— O Ano Novo está chegando, quero voltar mais cedo para ficar com minha família.
Manuel Domingos queria convidar Valentina Lacerda para jantar, mas percebeu que ela já estava muito cansada.
— Então, eu te levo de volta ao hotel.
— Certo.
No carro, Valentina Lacerda recostou-se no assento confortável, querendo fechar os olhos para descansar um pouco.
Embora sua apresentação tenha durado apenas uma hora e meia, ela precisou manter um alto nível de concentração, monitorando constantemente informações de todas as direções, além das chamadas e da internet, e fazendo ajustes a todo momento.
Um leilão exigia um enorme desgaste de energia e resistência do leiloeiro.
Logo, uma respiração suave e regular veio do lado de Manuel Domingos.
Ele se virou e olhou para Valentina Lacerda, adormecida ao seu lado.
A luz amarelada dos postes de rua, filtrada pela janela do carro, lançava um brilho suave em seu rosto.
Naquele momento, ela não era mais a leiloeira de ouro brilhante e deslumbrante do palco.
Somente naquele instante, Manuel Domingos sentiu que tinha o direito de estar ao lado dela.
O carro fez uma curva, e o corpo adormecido de Valentina Lacerda inclinou-se em direção a Manuel Domingos por inércia.

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