— Por que Milton Ortega trouxe Estrela de volta? Você e eu sabemos muito bem.
— Agora, com Estrela deitada assim, mesmo que ela nunca acorde, para Milton Ortega, não haverá grande perda.
— No entanto, uma criança saudável de repente ficar nesse estado... precisa haver uma explicação.
— Adivinhe o que Milton Ortega fará com você?
— Ele já tem uma bolsa de sangue que não fala. Acha que ele vai manter uma idiota como você por perto?
Helena Barbosa desabou no chão.
Ela rapidamente entendeu o que Marcos Dourado queria dizer.
Aquela velha raposa, Milton Ortega, planejava usá-la como bode expiatório, arruinando sua reputação.
Dessa forma, ele se tornaria legalmente o guardião de Estrela.
E ninguém mais se preocuparia com o que ele fizesse com ela.
Ela... havia se tornado um peão descartável.
Ao imaginar essa cena, um calafrio subiu por sua espinha.
Não!
Ela não podia ser descartada por Milton Ortega assim!
Ela lutou tanto para chegar onde estava.
Ainda não tinha visto Valentina Lacerda, aquela vadia, perder seu filho!
Ela não permitiria que aquela desgraçada desse à luz e voltasse com Benjamin!
Um brilho quase insano cintilou nos olhos de Helena Barbosa.
Ela cerrou os punhos com tanta força que as unhas cravaram em suas palmas.
A dor física a lembrava de que não podia simplesmente se deixar abater.
Ela olhou para os sapatos de couro caros à sua frente e, seguindo as pernas para cima, encontrou o rosto triunfante de Marcos Dourado.
Helena Barbosa imediatamente se arrastou de joelhos até ele.
Naquele momento, dignidade e orgulho não importavam.
Ela precisava sobreviver!
Precisava estar no topo, para ver Valentina Lacerda rastejando a seus pés como um inseto.
Agora, o único que poderia salvá-la era Marcos Dourado.
— Ajude-me!

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