Em meio à confusão, Valentina Lacerda foi puxada para um abraço familiar.
— Você está bem?
A voz de um homem soou acima de sua cabeça.
Valentina Lacerda então viu a mão que a protegia.
No dedo anelar, a aliança de casamento familiar ainda estava lá.
Era Benjamin Freitas...
— Estou bem.
Seus olhos tremeram levemente enquanto ela o afastava.
Os braços de Benjamin Freitas ficaram vazios e, naquele instante, seu coração se esvaziou novamente.
Do outro lado, a briga havia começado.
O soco de Marcos Dourado acertou em cheio o rosto de José Carlos Martins.
Normalmente, era José Carlos Martins quem batia nos outros; ele nunca havia apanhado de ninguém.
Ele limpou o sangue do nariz com as costas da mão, praguejou e chutou Marcos Dourado com força.
O chute fez Marcos Dourado cambalear para trás, colidindo com a mesa de sobremesas.
A torre de champanhe se estilhaçou no chão com o impacto.
Marcos Dourado caiu em meio aos destroços.
Os amigos de José Carlos Martins, acostumados a agir em bando, avançaram sobre ele.
Começaram a socá-lo e chutá-lo sem piedade.
Tudo aconteceu de repente.
Benjamin Freitas observou a cena caótica, aliviado por ter chegado a tempo.
Com tanta gente, Valentina Lacerda poderia facilmente ter se machucado.
Momentos antes, ao vê-la entre os dois homens, seu coração disparou quando Marcos Dourado ergueu o punho.
Felizmente, ela estava bem.
— Fique aqui de lado e des...
Antes que Benjamin Freitas pudesse terminar, Valentina Lacerda o empurrou e correu na direção de Marcos Dourado.
— Marcos Dourado!
— Segurança! Segurança!
Uma multidão se formou, mas todos apenas observavam de longe, gritando "Acalmem-se, parem de brigar!", sem que ninguém interviesse.
Afinal, quem arriscaria estragar um traje de alta-costura para apartar uma briga?
Mas havia seguranças e garçons no local.
Se tivessem agido no primeiro instante, a situação não teria chegado a esse ponto.

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