Cassio Castro não pensou muito sobre o assunto.
Achou que só tinha visto errado e desviou o olhar.
— Finalmente o silêncio voltou — comentou uma voz animada. — Tina, você realmente é impressionante! Com um truque simples, conseguiu fazer a Helena Barbosa sair daqui.
Cassio Castro caminhou até onde estava a equipe da limpeza e olhou atentamente para o vaso de porcelana branca.
— Isso aí não é material do nosso laboratório, né? Para mim, parece mesmo uma porcelana antiga, talvez do século XIII, só que a técnica não é tão refinada, o material parece mais grosseiro... Diria que é uma peça do ateliê de Limfen.
Valentina Lacerda assentiu.
— Cassio, você acertou! É mesmo Limfen.
Ela se aproximou da funcionária da limpeza, pegou o vaso de volta e o colocou sobre sua mesa.
A funcionária sorriu e disse:
— Foi a Dra. Lacerda quem me mandou mensagem agora há pouco, pedindo para eu falar aquilo.
Foi então que Cassio Castro entendeu tudo. Valentina Lacerda tinha planejado aquela cena de propósito.
— Tina, nunca imaginei! Você sempre parece tão tranquila, achei até que ia acabar sendo passada para trás pela tal Barbosa.
Valentina Lacerda murmurou baixinho:
— Quem luta contra monstros corre o risco de se tornar um...
Patricio Farias, que ouvia a conversa, girou a cadeira e olhou firme para Valentina Lacerda.
— Não, você só está se defendendo.
— É verdade! — concordou Cassio Castro. — Quem começou tudo foi a Barbosa. Você afastou ela, protegeu a si mesma e também o nosso projeto, para que ela não atrapalhasse.
Patricio Farias completou:
— Lembre-se: você pode ser bondosa, mas nunca deve perder sua força!


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