— Fique tranquila, não vou mais deixar que ela te incomode.
Valentina Lacerda respondeu imediatamente.
— Que bom. Já está tarde, preciso descansar. Você já pode ir.
Valentina Lacerda fez questão de deixá-lo saber que era hora de ir embora.
Benjamin Freitas fitou a mulher à sua frente, e aquela pressão no olhar fez Valentina franzir a testa involuntariamente.
Ao perceber, finalmente, uma mudança na expressão dela por sua causa, Benjamin sentiu o humor melhorar um pouco.
Deu um passo à frente.
Já estavam próximos, a ponto de Valentina conseguir perceber a respiração dele acima de sua cabeça.
Ela tentou, instintivamente, recuar, mas acabou tropeçando na mesinha de centro atrás de si. Estava prestes a cair.
Benjamin, ágil, segurou sua cintura fina e a puxou para seu peito.
No ar, o aroma de cedro tão familiar para Valentina Lacerda...
Ele a apertou nos braços, e além do cheiro característico do homem, ela podia ouvir as batidas fortes e firmes do seu coração.
Tudo aconteceu rápido demais.
Com Valentina acolhida no colo, toda a contenção e racionalidade de Benjamin se esvaíram.
Ele só queria abraçar aquela mulher, sem jamais soltá-la.
E foi exatamente isso que fez...
— Tina...
Chamou seu nome, sem conseguir evitar.
A resposta, porém, foi um engasgo seco.
Valentina Lacerda cobriu a boca, não conseguindo evitar outro acesso de ânsia.
Ela empurrou Benjamin Freitas e correu para o banheiro.
Benjamin, surpreso com a situação, viu todo o desejo desaparecer de uma só vez.
Preocupado, foi atrás dela para saber como estava.
Abriu a porta do banheiro e encontrou Valentina ajoelhada diante do vaso sanitário, vomitando.


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