Valentina Lacerda voltou-se na direção da voz e viu Helena Barbosa no corredor.
Helena Barbosa, ao que tudo indicava, também não esperava encontrar Valentina Lacerda ali.
Assim que se recompôs, ela se aproximou.
— Srta. Lacerda, quanto tempo!
Helena Barbosa aparentava total naturalidade, como se nada houvesse acontecido. No entanto, havia um certo ar de superioridade em seu olhar dirigido a Valentina Lacerda.
Valentina Lacerda não queria criar uma situação constrangedora na frente da professora.
Ignorando Helena Barbosa, ela se voltou para Vanessa Soares e disse:
— Professora Vanessa, tenho outros compromissos, não quero atrapalhar. Cuide-se, voltarei para visitá-la quando puder.
Vanessa Soares, ciente da relação entre as duas, não insistiu.
— Então vá com calma. Qualquer coisa, me ligue, está bem?
— Até logo, Professora Vanessa.
Valentina Lacerda se virou para sair.
Mas, inesperadamente, Helena Barbosa falou:
— Por que não fica para o almoço conosco?
Ela se colocou diante de Valentina Lacerda, com uma expressão de desafio que era impossível ignorar.
Valentina Lacerda franziu a testa; desde o início, nunca sentira hostilidade por Helena Barbosa.
Sempre acreditou que a infelicidade de seu casamento era consequência de sua própria ingenuidade e da frieza de Benjamin Freitas.
Jamais culpou Helena Barbosa.
Mas, pelo visto, Helena Barbosa não pensava da mesma forma.
Helena continuou:
— Benjamin preparou vários pratos hoje. Você ainda não teve a oportunidade de provar a comida dele, não é?
Se antes as palavras de Helena soavam como um teste, agora eram uma exibição clara de arrogância e provocação.
— Helena!
Antes que Valentina Lacerda pudesse responder, Vanessa Soares interveio, repreendendo Helena com um olhar severo. Em seguida, voltou-se para Valentina:
— Já que você tem compromissos, pode ir tranquila. Quando eu tiver um tempo, vou te visitar.
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