Olhando para Valentina Lacerda, Benjamin Freitas franziu ainda mais o cenho.
— Você está completamente louca!
Ele esbravejou.
Por causa de um impulso momentâneo, ela queria levar os dois a um ponto de destruição mútua. Se isso não era loucura, o que seria?
Um sorriso amargo e desolado surgiu no rosto de Valentina Lacerda.
É verdade!
Se ela não fosse louca, como teria amado esse homem por onze anos?
Ela não era apenas louca, era também completamente ingênua.
— Benjamin Freitas, eu não tenho nada, portanto, não tenho nada a temer!
Você pode usar todos os seus recursos para me pressionar!
No fim, veremos quem de nós está disposto a ir mais longe!
Agora, saia daqui!
Benjamin Freitas resmungou algo como “inacreditável”!
Ele deixou o quarto do hospital, dando a Valentina Lacerda uma oportunidade para se acalmar.
O ambiente finalmente ficou em silêncio, restando apenas Valentina Lacerda.
Ela parecia ter sido esvaziada de toda a energia, perdendo completamente a força de antes.
A teimosia que demonstrara diante de Benjamin Freitas não passava de fachada.
Benjamin Freitas...
Ela repetiu esse nome inúmeras vezes em sua mente, enquanto o ressentimento crescia cada vez mais dentro de si.
Ela sabia que, com os métodos de Benjamin Freitas, se ele realmente decidisse agir contra ela, seria quase impossível vencê-lo.
O que ela disse antes não passava de uma tentativa de intimidação.
Benjamin Freitas estava certo: se a situação realmente saísse do controle, ambos sairiam perdendo.
Afinal, o status de Benjamin Freitas era inegável.
E ela, como leiloeira, só lidava com clientes de alto poder aquisitivo; no fim das contas, todos pertenciam ao mesmo círculo de Benjamin Freitas.
Se causasse um escândalo, sua reputação nesse meio estaria arruinada.
Para um leiloeiro, além da competência técnica, a reputação no mercado era fundamental.

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