Valentina Lacerda abriu os olhos e o que viu foi o teto branco.
Ela se lembrou da cena antes de desmaiar e se arrependeu profundamente por ter sido tão impulsiva.
Por causa de um homem, quase perdeu a própria vida.
Devia estar louca para ter feito aquilo!
A porta do quarto se abriu. Benjamin Freitas entrou, vestindo roupa de proteção.
Ainda havia vários tubos conectados ao corpo de Valentina Lacerda. Seu rosto pequeno, pálido como porcelana, não tinha o menor sinal de cor, e todo seu corpo parecia exausto.
Benjamin Freitas sentia-se tomado pela culpa e pelo remorso.
Ele sabia que tudo aquilo era culpa dele.
Aproximou-se da cama, inclinando-se para olhar a mulher deitada.
— O médico disse que você ainda não pode falar. Depois que todos os exames forem feitos e não houver nenhum problema, você poderá ir para o quarto comum. Não se preocupe, vou ficar ao seu lado.
Benjamin Freitas passou a mão suavemente pela testa de Valentina Lacerda.
Ele tentou suavizar a voz, buscando ser mais gentil com ela.
No entanto, Valentina Lacerda sentia repulsa no fundo do coração.
Só que agora, ela não tinha forças nem para levantar o braço.
Fechou os olhos; apenas ver aquele rosto já a deixava enjoada.
Benjamin Freitas percebeu claramente o quanto ela o odiava.
Ele sabia que, por tudo o que aconteceu, tinha falhado com ela.
Embora nunca a tivesse amado, ela era sua esposa e ele pretendia reparar, de alguma forma, tudo o que passou.
— Sobre o bebê, eu já sei de tudo.
Benjamin Freitas fez uma pausa e continuou:
— Vou encontrar os melhores médicos para cuidar de você. No futuro, ainda poderemos ter outros filhos...
Ao ouvir Benjamin Freitas mencionar novamente a criança, Valentina Lacerda abriu os olhos e o encarou fixamente.
Se um olhar pudesse ferir, Benjamin Freitas já estaria em pedaços.
Mas quem estava deitada na cama era Valentina Lacerda.
Ela não podia fazer nada, apenas escutava Benjamin Freitas, com aquele rosto cheio de falsa compaixão, dizendo coisas que a dilaceravam por dentro.

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