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O Novo CEO Frio É Meu Ex-Marido! romance Capítulo 3

Lisa cerrou os dentes e revisou o relatório inteiro mais duas vezes, ficando até as nove e meia da noite.

Só então conseguiu terminar a revisão.-

Não havia um único erro.

Ela pegou a pasta e caminhou novamente até o escritório da presidência.

Entregando os relatórios mais uma vez.

Francisco disse, com a maior naturalidade:

— Sinto muito, Sra. Novaes. Talvez eu tenha visto errado.

— Já é tarde, eu a levo para casa.

— Não precisa, eu estou de carro. Já vou indo.

Dito isso, Lisa fugiu dali.

Às dez em ponto, Lisa, com seus saltos altos, entrou em um restaurante sofisticado à beira do rio.

O restaurante tinha uma iluminação suave e um clima sereno.

Em uma mesa perto da janela estava o seu encontro: um homem de terno e gravata, usando óculos de armação dourada, com uma aura gentil e culta.

— Você é o Sr. Lemos? Peço desculpas, tive um imprevisto no trabalho, fiz você esperar. — Lisa abriu um sorriso educado.

— Sra. Novaes, por favor, sente-se. — Damian Lemos levantou-se e puxou a cadeira para ela com cavalheirismo. — Imaginei que estaria com fome, então pedi antecipadamente uma sopa de cogumelos e pãezinhos.

Assim que ele terminou de falar, o garçom trouxe a sopa quente e os pães.

Ele então entregou-lhe o cardápio.

— Dê uma olhada, peça o que quiser.

Lisa pegou o cardápio e pediu rapidamente alguns dos seus pratos favoritos.

Ela tomou um gole da deliciosa sopa de cogumelos. O calor desceu pela garganta até o estômago, e ela mentalmente deu pontos a mais para aquele homem atencioso.

Eles começaram a conversar casualmente.

Lisa percebeu que o homem não só tinha uma boa aparência, como também era muito culto e articulado.

Bem quando o clima estava agradável, uma sombra carregada de uma presença intimidadora pairou sobre eles.

Uma voz masculina, grave e profunda, soou:

— Sra. Novaes.

A mão de Lisa, que segurava a colher, congelou, e ela ergueu os olhos.

— Diretor Guerra.

Ela levantou-se de um salto, o coração errando uma batida.

O que ele estava fazendo ali?

Francisco nem olhou para ela, apenas ajeitou sem pressa as abotoaduras de safira do seu terno caríssimo.

Cinco anos atrás, ela também havia economizado quatro meses de salário para comprar um par semelhante para ele.

Mas na época, Francisco nunca as usou; com certeza as achou baratas demais.

— Francisco, qual é o seu problema? Você fez isso de propósito, não foi?

Francisco a encarou de cima, sem nenhuma expressão em seu rosto incrivelmente bonito.

— Eu estava te salvando. Aquele cara de agora pouco não serve para você.

— Se ele serve ou não, o que isso tem a ver com você? Você é apenas meu chefe, não precisa se intrometer na minha vida pessoal.

Mas ele declarou com uma arrogância extrema:

— Se eu não for com a cara do sujeito, você não se casa.

Francisco não suportava a ideia de, logo após comprar o Grupo Majest, vê-la radiante e cheia de si.

Ele realmente era um amuleto da sorte para a ex-mulher.

Antigamente, fora ela quem pedira o divórcio, dissera que não o amava mais e o descartara sem piedade.

Ele não deixaria que ela tivesse as coisas tão fáceis.

Lisa xingou-o mentalmente: *Então você pode se casar com toda a pompa, mas exige que eu fique viúva pelo resto da vida?*

— Diretor Guerra, estou exausta, não consigo trabalhar agora. Se não está satisfeito, me demita amanhã.

Ela cuspiu as palavras e usou toda a sua força para empurrá-lo.

E foi embora sem olhar para trás.

A brisa noturna bagunçou seus longos cabelos e, com eles, o seu coração.

Ela ainda se lembrava: no dia em que ele a deixou, choveu torrencialmente.

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