Beatriz estava prestes a sair para a gráfica na rua quando bateram na porta de sua sala de repente.
Ela olhou para cima e viu dois funcionários da logística segurando uma impressora novinha na porta. Um deles ainda carregava uma caixa de cartuchos de tinta e papel para impressão.
Beatriz ficou surpresa, abaixou a bolsa e perguntou: — O que é isso?
O Assessor Matheus apareceu por trás deles. — Líder Beatriz, a empresa não planejou direito e houve um pequeno erro na distribuição daquela impressora pública. Por isso, trouxemos esta impressora nova especialmente para você. Pedimos desculpas pela espera.
Beatriz olhou para a impressora, depois olhou para Matheus, deu um pequeno sorriso e disse que não tinha problema.
Matheus assentiu e instruiu o pessoal de logística a instalar a impressora, antes de se virar e sair.
Giovanna olhou da estação de trabalho ao lado. Seus olhos brilharam quando viu a impressora nova. Ela pulou da cadeira e correu até eles.
— Uau! Bem na hora que a gente mais precisava! Que sorte!
Ela colocou o documento imediatamente na bandeja da impressora e apertou o botão de início. A máquina fez um zumbido agradável e começou a imprimir o papel rapidamente.
Giovanna soltou um suspiro satisfeito ao lado da máquina e piscou para Beatriz.
Beatriz ficou pensativa enquanto olhava para a impressora. Subsídio da empresa?
Quem ia te entregar uma faca no exato segundo em que você estava sendo enforcada? O momento não poderia ser mais perfeito.
Exatamente naquele momento, Melissa veio furiosa pelo corredor.
Obviamente, ela também viu a equipe de logística levando a impressora para a equipe de Beatriz. Seu rosto estava azul de raiva, e o som dos seus saltos altos contra os ladrilhos era rápido e agudo.
Ela correu até Beatriz e parou. O peito dela subiu e desceu algumas vezes antes que ela começasse a falar. Sua voz tremia de raiva. — Beatriz, você está me enfrentando de propósito, não é?
Beatriz estava encostada na porta, encarando-a calmamente, sem nenhuma emoção na voz. — Isso é um subsídio da empresa. O que eu tenho a ver com isso? Melissa, mesmo que tenha perdido a linha, não precisa agir como louca.
O rosto de Melissa ficou pior. Ela quis argumentar, mas as palavras ficaram entaladas na garganta.
Fechou os punhos e enfiou as unhas nas mãos. — Pode esperar. — Disse cerrando os dentes.
Ela então virou-se e foi embora, pisando duro nos saltos.
Melissa empinou o peito e ergueu o queixo, cheia de prepotência. — Porque eu sou a sua superior e você não pode sair da empresa durante o horário de trabalho.
Beatriz parou e olhou friamente para ela.
Seus olhos gelados causavam calafrios na espinha. — Sai da frente.
Melissa ainda queria falar algo, mas Beatriz já tinha estendido a mão para empurrá-la.
Os olhos de Melissa se arregalaram. Ela não esperava que Beatriz partisse para cima. Cambaleou alguns passos e bateu na mesa ao lado.
O lado de sua cintura atingiu a borda da mesa, fazendo um som abafado. Ela deu um grito, inclinou o corpo, agarrou a barriga e espremeu uma expressão de dor terrível.
— Ah! Minha barriga! Meu bebê!
Vários colegas no corredor espiaram para ver o que estava acontecendo. Melissa, agarrando o estômago e agachada no chão, estava com uma expressão dolorosa, contrastando fortemente com sua atitude pomposa quando ela parou Beatriz há pouco.
Beatriz virou-se e olhou friamente para ela. O olhar parou nas mãos de Melissa em seu estômago. Beatriz não a desmascarou. Falou com uma voz que só as duas podiam ouvir. — Tem certeza de que quer causar um escândalo?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Fim da Ilusão: Grávida de Gêmeos de Outro Homem