Beatriz abaixou a cabeça e sorriu. Embora não tenha respondido diretamente, os dois entenderam tacitamente.
Assim que Beatriz voltou ao escritório, seu celular tocou. Ela olhou e viu que era Isadora ligando. Beatriz olhou para Maurício. — É a Isadora.
Maurício assentiu. — Então vai vê-la. Eu te levo. No fim das contas, essa mulher é meio inocente, ela não se meteu na nossa briga.
Beatriz assentiu. — Tudo bem. Eu posso ir sozinha. Você cuida do que falta aqui primeiro.
Maurício concordou e Beatriz foi sozinha ao hospital.
Ela encontrou o quarto de Isadora e abriu a porta com cuidado. O rosto de Isadora estava péssimo, quase sem cor, sentada na cama e olhando inexpressivamente para a frente. O olhar dela estava vazio, e não se sabia o que pensava no momento.
Beatriz se aproximou e Isadora olhou para ela. — Você chegou.
A sua voz estava muito rouca. Embora Beatriz não a conhecesse tão bem, parecia que eram velhas amigas. Ver Isadora naquele estado deu pena em Beatriz.
— Sim, sobre o que queria falar?
Isadora tentou sorrir, um sorriso pálido. — Você já sabia há muito tempo, não é?

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