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O Dia em que Ele Aprende a Te Perder romance Capítulo 222

Dona Vera ainda queria acrescentar mais algumas frases, se isentar e empurrar a culpa para Estela.

Mas Lucas a interrompeu em tom calmo:

— Ela não é esse tipo de pessoa.

Dona Vera ficou um pouco surpresa. Não esperava que ele defendesse Estela.

Mas, ao mesmo tempo, pareceu entender por que a Srta. Jéssica estava de mau humor nesses dias.

Pensando nisso, ela girou os olhos e sorriu:

— Isso é difícil dizer, Sr. Lucas. Afinal, é dinheiro. Ninguém recusa dinheiro.

— Naquela época ela não chegou a conferir suas contas? Eu acho que ela já tratava o dinheiro da família Farias como se fosse dela.

Ao ouvir isso, Lucas se lembrou da vez em que Estela conferiu suas contas.

Naquele episódio, Estela realmente o tinha irritado.

Não porque houvesse algo nas faturas.

Mas porque ele não esperava que ela tivesse tanta ousadia a ponto de verificar as contas dele.

No entanto, fora aquele episódio, durante todos esses anos de casamento, Estela nunca foi excessiva em relação a dinheiro.

Inclusive, no acordo de divórcio alterado, ela saiu de mãos vazias.

Ao pensar nisso, e ao ver naquele momento o olhar levemente depreciativo no rosto de Dona Vera, ele sentiu uma irritação inexplicável.

Dona Vera então sugeriu:

— Sr. Lucas, talvez fosse melhor entregar as contas para a Srta. Jéssica...

Antes que ela terminasse, Lucas franziu a testa e disse em tom frio:

— Dona Vera, a senhora ainda se lembra da sua posição?

Ao encarar o olhar gelado dele, Dona Vera reagiu de imediato e fechou a boca às pressas.

— A Estela é minha esposa. Ela é a dona da casa. Não há nada de errado em entregar as contas a ela. E se ela considera o dinheiro como dela, isso é porque eu permiti. — Lucas pronunciou cada palavra com frieza. — Da próxima vez que eu ouvir a senhora comentar de forma imprópria sobre a dona desta casa, não será mais necessário que continue trabalhando aqui.

Dona Vera ficou em silêncio.

No passado, quando Lucas ficava furioso, ele não parecia tratar Estela como dona da casa.

Mas ela não ousou dizer mais nada.

A essa altura da vida, ela sabia ler o ambiente.

Lucas levantou a mão:

— Pode ir. O salário será transferido mais tarde.

Com a confirmação, Dona Vera esqueceu rapidamente o desconforto de antes e sorriu:

— Certo, Sr. Lucas. O senhor descanse cedo.

Depois que ela saiu, Lucas permaneceu parado.

Pegou o celular, pensou por um momento e fixou o olhar no contato de Estela.

Quando estava prestes a tocar na tela, pareceu se lembrar de algo. Retirou a mão e primeiro ligou para a assistente da empresa.

Naquela manhã, ele tinha discutido com Estela.

Ela ainda tinha entrado no carro de outro homem na frente dele.

Em algum momento, ele percebeu que não a conhecia tanto quanto imaginava. E que ela realmente parecia ter muitas insatisfações em relação a ele.

Sobre a questão do dinheiro, ele não queria piorar a situação entre os dois.

Preferia esclarecer antes de procurá-la.

Enquanto aguardava a ligação completar, notou cascas de sementes no canto da parede que não tinham sido limpas.

Franziu a testa.

Essa Dona Vera.

Bastou não receber o salário para começar a relaxar.

Ele tinha mania de limpeza e já tinha ordenado que cada canto da casa fosse mantido impecável.

Depois de terminar o trabalho, Estela franziu levemente a testa e ficou olhando para o vaso de peônia no parapeito da janela.

Era a peônia que ela tinha deixado na mansão quando saiu.

Quando a trouxe de volta, estava desidratada, com as folhas cheias de pragas.

Ela tentou salvá-la com cuidado durante um mês inteiro.

Mas naquele dia, a última folha verde também tinha ficado amarela e seca.

Uma peônia que ela cuidou por cinco anos tinha sido destruída em pouco tempo.

Estela sentiu uma dor silenciosa.

Mas não adiantava.

Uma peônia já murcha só trazia preocupação.

Depois de pensar um pouco, ela pegou o vaso, juntou com o lixo e se preparou para jogar fora no térreo.

Quando chegou à escada, o telefone tocou. Era Lucas.

Ela pensou por um momento e desligou.

Pouco antes, Dona Vera tinha ligado cobrando o salário.

Ela não recebia mais a transferência mensal de Lucas havia muito tempo, mas não entendia por que Dona Vera ainda a procurava.

Agora, imaginava que Lucas também estivesse ligando por causa disso.

Mas eles já estavam divorciados. O que dizia respeito à mansão não era mais responsabilidade dela. Ela não queria se envolver.

Depois de desligar, guardou o celular.

Assim que desceu, ouviu atrás de si uma voz ofegante.

— Estela.

Era a voz grave e familiar de Lucas.

Havia até um leve tremor nela.

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