A expressão de Daniel Dourado tornou-se ainda mais fria. A raiva queimava em seu peito. Ele interrompeu diretamente o avô à sua frente, alguém que sempre considerou como família: — E o que isso tem a ver comigo? O senhor não acha realmente que eu ligo para o patrimônio da família Rodrigues, não é? Se eu realmente me importasse, não teria me afastado de forma tão definitiva no passado, me distanciando da família Rodrigues por vontade própria!
O avô Rodrigues pareceu ter sido apunhalado no coração por aquelas palavras, incapaz de articular qualquer refutação. Depois de muito tempo, ele perguntou: — Então, o que você... realmente quer esta noite?
— Hahaha...
Daniel Dourado de repente começou a rir. Havia um brilho úmido em seus olhos. A risada era estridente, soando quase como o prenúncio da loucura.
Aqueles com a consciência pesada sentiram uma onda de pânico ao ouvir tal risada. Quando Daniel Dourado parou de rir, eles finalmente ouviram a sua voz: — O que eu quero, naturalmente, é que os membros da família Rodrigues... paguem olho por olho, dente por dente!
Essas palavras ressoaram com força, atingindo pesadamente o coração dos membros da família Rodrigues e fazendo com que os corpos de alguns deles tremessem incontrolavelmente.
Não se sabe quem falou primeiro, mas a multidão finalmente se recuperou do estado de choque.
O rosto do avô Rodrigues mudou de cor instantaneamente. Ele virou-se bruscamente, olhou para Rafael Dourado e questionou com raiva: — O que o Daniel disse é verdade? Você realmente mandou cavar o túmulo da mãe dele? E ainda o sequestrou?!
É claro que Rafael Dourado não ousou admitir e quis inventar desculpas. No entanto, Vicente Freitas falou, interrompendo-o de antemão: — Ele certamente não vai admitir, mas as provas já foram devidamente recolhidas. Se o senhor Rodrigues quiser saber a verdade, seria melhor perguntar aos policiais.

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