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Nunca Mais — O Amor Que Você Desperdiçou romance Capítulo 920

Ele a havia machucado tão profundamente, e agora, com outro homem servindo de comparação, ela seria realmente capaz de perdoá-lo?

Por outro lado, Lília Andrade dormiu, e quando acordou, ainda se sentia muito mal.

Talvez por causa do remédio, a febre tinha baixado, mas seu nariz continuava um pouco entupido e a cabeça rodava de leve.

Vicente Freitas, ao vê-la acordar, trouxe o almoço que havia preparado para ela.

Lília Andrade não queria comer, mas Vicente Freitas a convenceu com palavras gentis:

— Coma pelo menos um pouquinho, senão não vai melhorar da doença.

Lília Andrade também sabia que não podia ficar sem comer nada, então sentou-se obedientemente.

Vicente Freitas, ciente de que pessoas doentes não têm muito apetite, preparou-lhe uma canja leve.

Como foi mantida aquecida, a temperatura ainda não havia esfriado.

Assim que Lília Andrade ia pegar a tigela para comer, Vicente Freitas se adiantou, segurando a tigela e a colher:

— Eu te dou na boca.

Lília Andrade olhou para ele, impotente:

— Eu estou doente, mas não a ponto de não conseguir segurar as coisas com as mãos.

Vicente Freitas não desistiu por causa disso:

— Eu tenho grande responsabilidade por você estar doente, então não discuta comigo, Lília. Deixe-me cuidar de você.

Ao ouvir isso, Lília Andrade achou graça, beliscou a orelha dele e puxou de leve, dizendo:

— Agora você tem consciência, não é? Ontem, quando eu pedi para parar, por que não escutou?

Vicente Freitas deixou-se repreender por ela, sem demonstrar a menor culpa na voz:

— Naquele momento, como eu poderia parar? Além disso, nessas horas, meus ouvidos sofrem de surdez intermitente!

Lília Andrade lançou-lhe um olhar de censura.

Quanto mais ela implorava, mais ele ficava excitado, como se tivesse tomado algum estimulante.

Por fim, Lília Andrade, irritada, puxou a orelha dele novamente.

— Mais tarde vou prescrever um remédio para curar esses seus ouvidos...

Teria que fazê-lo se acalmar, senão, cedo ou tarde, seria completamente esgotada por ele!

Vicente Freitas segurou a mão dela, levou-a aos lábios, beijou-a e respondeu com uma voz rouca:

— Como a Lília teria coragem de me tratar assim? Seja boazinha, vamos mudar de assunto por agora. Coma primeiro, a canja vai esfriar.

Vendo que ele ainda insistia em dar a comida na boca, e como a colher já estava encostada em seus lábios, Lília Andrade só pôde começar a comer.

— Eu sei!

Ele sequer se importava com as mensagens de Ronaldo Silva.

Porque, quanto mais Ronaldo Silva agia daquela forma, mais mostrava que estava perdendo o controle.

Certamente, o homem já havia percebido a própria inércia de suas ações no passado.

Ao continuar consumindo-se daquele jeito, ele só descobriria que estava se tornando cada vez mais patético.

Era preciso cozinhá-lo em fogo lento, como um sapo na água, para que ele acordasse completamente para a realidade e sentisse vergonha de si mesmo.

Vicente Freitas não tinha pressa alguma!

Mais tarde, após terminar de comer a canja, Lília Andrade sentiu-se muito mais disposta.

Depois de descansar mais um pouco, ela se preparou para voltar ao trabalho.

Vicente Freitas a acompanhou tomar o remédio e não a impediu.

Apenas, de vez em quando durante o trabalho dela, ele trazia um chá de ginseng quente para mantê-la desperta.

Hugo Alves, ao ver aquilo, sentiu-se rendido e não resistiu a comentar:

— Esse excesso de romance de vocês está passando dos limites!

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