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Nunca Mais — O Amor Que Você Desperdiçou romance Capítulo 877

Vicente Freitas abraçou a mulher, esfregou o nariz gelado dela e disse com uma voz suave e profunda:

— O aquecedor do carro está ligado, vamos entrar primeiro. Nós prometemos a Maia que a seguiríamos.

— Está bem. — Lília Andrade assentiu com a cabeça, e então seguiu Vicente Freitas obedientemente para dentro do carro, a atmosfera entre os dois era calorosa e doce.

Ramon Pinheiro rapidamente deu partida no carro e partiu.

No outro carro, no entanto, havia um silêncio total neste momento.

Desde que entrou no carro, a pequena sentou-se comportada no canto e não disse uma palavra.

Não cumprimentou ninguém, não falou com eles, apenas olhou em silêncio para a paisagem fora da janela do carro.

Ronaldo Silva encarou o perfil da filha, que ainda tinha aquela gordurinha de bebê, e franziu a testa levemente.

Não disseram que a condição de Maia já havia sido curada e que ela não era diferente das outras crianças?

Mas por que ela ainda parecia uma criança com autismo agora?

Ou seria essa uma estratégia de Lília Andrade?

Será que ela estava instigando Maia secretamente a ignorá-lo, para que ele desistisse de tentar?

Ronaldo Silva tinha suas dúvidas.

Mas não demonstrou suas emoções diretamente, em vez disso, tomou a iniciativa de chamá-la:

— Maia.

A pequena, ao ouvir que ele a chamava, virou-se instintivamente para olhá-lo.

Os pequenos guizos pendurados em suas duas tranças fizeram um som muito sutil.

Balançando de um lado para o outro, eles de repente deram vida à pequena de lábios vermelhos e dentes brancos.

Aquele par de olhos era claro, limpo, cheio de vida e de emoções.

Não eram mais opacos e sem vida como antes.

Ela não falou, mas o olhar dela pousou no rosto dele, como se estivesse esperando que ele continuasse a falar.

Ronaldo Silva, ao ver a mudança nela, sentiu as emoções de insatisfação em seu coração se dissiparem.

Ele suavizou o tom e perguntou gentilmente:

— Onde você quer ir brincar? Pode contar para o papai! O papai leva você, está bem?

Maia, ao ouvir isso, pareceu pensar seriamente.

Depois de um bom tempo, a sua vozinha infantil disse educadamente:

— Vamos ao museu.

Ronaldo Silva, ao receber uma resposta, sentiu-se um pouco alegre e disse imediatamente:

— Está bem, o papai leva você ao museu.

Ele estava muito feliz que a criança pudesse lhe dar uma resposta, e também tinha um pouco mais de vontade de se comunicar com ela.

Então, ele continuou perguntando:

— Por que a Maia quer ir ao museu? Eu pensei que você quisesse mais ir ao parque de diversões.

Afinal, aos olhos de Ronaldo Silva, uma criança tão pequena como Maia não entendia nada de nada.

Indo ao museu, ela conseguiria entender alguma coisa?

Mas ele não disse isso em voz alta.

Maia também balançou a cabeça e disse a ele:

— O museu está bom, ver mais coisas me dará inspiração para desenhar.

Em seguida, ela olhou para as pernas de Ronaldo Silva, hesitou por dois segundos e acrescentou:

— Não vamos ao parque de diversões, há muitas pessoas lá, seremos espremidos, o senhor não tem facilidade de locomoção e pode se machucar.

Embora ela não tenha dito claramente que Ronaldo Silva precisava usar uma cadeira de rodas.

— Maia, você se tornou mais sensata do que antes, então vamos ao museu.

Maia assentiu com a cabeça, não disse mais nada e continuou olhando pela janela do carro.

O carro logo chegou ao museu.

Após estacionar, Roberto Lacerda se aproximou e pegou Maia no colo para tirá-la do carro.

Ronaldo Silva foi ajudado pelos guarda-costas que os seguiam no carro de trás a descer e sentar-se na cadeira de rodas.

Depois que a pequena firmou os pés no chão, ela segurou sua garrafinha de água e agradeceu a Roberto Lacerda com sua vozinha infantil:

— Obrigada, tio Roberto Lacerda!

A menininha fofa e pura fazia com que o coração de qualquer um derretesse.

Roberto Lacerda respondeu com um sorriso:

— De nada, senhorita Maia.

Olhando para a criança tão comportada, Roberto Lacerda não pôde deixar de suspirar em seu coração, pensando em quão bem a menininha havia sido educada pela mãe.

Ele achava que, ao saírem para se encontrar hoje, a criança poderia tratar o seu presidente com frieza por causa das coisas do passado.

Mas, ao contrário, isso não aconteceu.

Ela era muito educada e respondia a todas as perguntas, não deixando espaço para críticas...

Mas Roberto Lacerda também percebeu que parecia faltar um pouco de intimidade na convivência entre ela e o seu presidente.

Quem não soubesse, não conseguiria ver de jeito nenhum que aquela era a forma como pai e filha deveriam convivir.

No entanto, Roberto Lacerda também conseguia entender.

As coisas que Ronaldo Silva havia feito no passado não eram atitudes corretas.

No passado, a criança também tinha o coração e os olhos cheios de expectativa para que o papai olhasse para ela.

Mas o que o seu presidente dava à criança era sempre apenas frieza e golpes.

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