Um sorriso desenhou-se nos lábios de Vicente Freitas, e aqueles olhos, habitualmente frios e sem oscilações emocionais evidentes, também brilharam com uma camada sutil de riso.
Ele parecia extraordinariamente apaixonado, tornando impossível desviar o olhar.
Lília Andrade sabia o que aquilo significava, mas suas orelhas coraram involuntariamente.
No entanto, apesar da timidez, ela não tinha a menor intenção de recusar o homem à sua frente.
Porque... ela realmente gostava, gostava muito daquele homem.
Não importava o que fizessem, ela queria vê-lo feliz.
Esse pensamento impulsionou o comportamento de Lília Andrade, que gradualmente se tornou mais ousada.
Seu corpo macio e delicado encostou-se ao dele sem reservas.
Seus dedos finos e pálidos desabotoavam, de forma um tanto desajeitada, os botões da camisa dele.
Vicente Freitas não esperava que ela realmente consentisse.
Claramente, pouco tempo antes, ela estava cheia de vergonha, repreendendo-o para não fazer loucuras, mas agora estava cooperando tão docilmente.
O sorriso em seus olhos se aprofundou.
Ninguém recusaria uma iguaria deliciosa que se entrega voluntariamente à porta.
À medida que os botões da roupa de Lília Andrade eram completamente abertos, o olhar do homem foi rapidamente preenchido pelo desejo.
Sua palma, marcada por calos finos, envolveu a cintura dela.
Aquela cintura fina cabia perfeitamente em um abraço.
Lília Andrade tinha uma cintura esbelta, mas extremamente flexível; sua pele iluminada e suave era como porcelana de alta qualidade, impossível de largar.
As respirações dos dois se entrelaçaram, beijando-se fervorosamente.
A consciência de ambos tornava-se cada vez mais turva.
Lília Andrade sentia que seu rosto ardia em febre.
Esse calor desceu pelas suas bochechas e se espalhou por todo o corpo.
Sua pequena mão tateou até a cintura do homem, e ela não soube ao certo como conseguiu soltar a fivela do cinto.
A cintura firme e magra de Vicente Freitas retesou-se; os músculos abdominais e as linhas definidas emanavam uma força indescritível.
O médico disse:
— O corte foi muito profundo. Mesmo após a recuperação, é provável que fique uma cicatriz no lábio. Se quiser que a cicatriz desapareça, talvez precise realizar alguns procedimentos estéticos de reparação...
Ao ouvir as palavras do médico, Valéria Barbosa sentiu como se o céu desabasse sobre sua cabeça.
Em um acesso de raiva, ela acabou desmaiando.
Mas o desmaio não durou muito, pois a dor contínua da ferida fez Valéria Barbosa acordar novamente.
Ela passou a noite em claro, com os traços do rosto distorcidos pela dor e as emoções à beira do colapso.
— Eu vou processá-los! Com certeza foi armação deles! Cesar, Ronaldo, vocês não podem deixar isso passar!
— E tem aquela vagabunda da Lília Andrade, ela teve a ousadia de permitir que aquelas pessoas me atacassem!
— Esperem só até eu voltar para a mansão da família Silva, vou dar uma lição nela!!!
Valéria Barbosa esbravejava no quarto do hospital, beirando a histeria.
E, como não conseguia abrir muito a boca devido ao ferimento, sua voz soava estridente e estranha.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Nunca Mais — O Amor Que Você Desperdiçou