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Nunca Mais — O Amor Que Você Desperdiçou romance Capítulo 814

Ela comportava-se de maneira distinta, adequada e educada, com a postura de uma dama de família tradicional, sem deixar margem para críticas.

Se fosse qualquer outra pessoa, certamente lhe dariam alguma atenção...

No entanto, para surpresa de Luana Senna, mesmo agindo assim, as pessoas à sua frente nem sequer lhe deram ouvidos.

Dona Molly pareceu não ter ouvido nada, tomou um gole silencioso do vinho na sua taça, virou-se para o Dr. Paiva e disse: — O sabor deste vinho é muito encorpado, muito melhor do que aqueles que você guarda na sua coleção.

Cassio Paiva respondeu: — Você ainda está a recuperar a saúde, não pode beber muito, senão a Lília vai te dar um sermão daqui a pouco.

Os dois pareciam ter ignorado completamente a existência de Luana Senna.

O Oficial Enrico foi um pouco melhor, apenas acenou levemente com a cabeça em resposta.

Mas não havia expressão naquele rosto, uma atitude completamente diferente da que tinha com Lília Andrade.

Quanto ao casal Ezequiel Vergara, não foi muito diferente.

Os dois olharam para Luana Senna com um significado profundo e disseram sorrindo: — Esta noite está realmente animada.

Isabel Gonçalves, que os observava fixamente, quase riu alto ao ver a cena.

— Faz tempo que não vejo alguém tão sem vergonha. Será que ela realmente acha que, com o Vovô Freitas por perto, os outros a veriam com outros olhos, ou até a comparariam com a Lília?

— Ela nem olha para ver quem são aquelas pessoas à frente dela. Uma palhaça presunçosa!

Daniel Dourado e os outros também assistiam à cena com a postura de quem vê um espetáculo.

Lília Andrade franziu os lábios, sem demonstrar grande reação.

Ela não era boba e percebia as intenções de Luana Senna.

Mas, por mais que Luana tentasse, enquanto Vicente Freitas não correspondesse, os seus planos não teriam sucesso.

Lília Andrade confiava em Vicente Freitas, por isso não estava nem um pouco preocupada.

Gonzaga Freitas e Feliciana Vergara, talvez sentindo que o clima estava um pouco constrangedor, apressaram-se em falar também: — É a primeira vez que vemos Dona Molly num banquete nos últimos tempos, parece que a sua saúde melhorou mesmo.

Assim que Feliciana Vergara falou, Dona Molly respondeu sorrindo: — Pois é, tudo graças à Lília, essa menina tem um talento enorme...

Ela elogiou como se Lília fosse da sua própria família.

Feliciana Vergara também concordou, dando crédito: — Sim, a Srta. Andrade tem habilidades reais.

Da última vez, foi ela quem salvou a filha deles.

No entanto, como o patriarca da família estava presente, Feliciana Vergara não pôde elogiar de forma tão direta.

Felizmente, o Vovô Freitas não disse nada.

Luana Senna, vendo que tudo se desenrolava de forma diferente do que imaginara, estava furiosa por dentro, mas não tinha o que fazer.

Entre conversas, finalmente chegou o momento de dar início ao baile.

Os convidados, que até então assistiam às movimentações, agora estavam ansiosos.

Alguns pares, já em sintonia, preparavam-se para entrar na pista de dança.

Dona Molly e os outros olharam para Luana Senna com um olhar profundo.

Isabel Gonçalves e os jovens reviraram os olhos coletivamente, sem dar a mínima colher de chá.

Acharam nojento que ela fosse capaz de dizer algo assim!

A expressão da família de três pessoas de Francisca Freitas também era bastante complexa.

Eles realmente não esperavam que Luana Senna convidasse Vicente Freitas para dançar.

Lília Andrade, vendo aquela cena cheia de falsidade e dissimulação, também fez uma expressão difícil de descrever.

Era preciso admitir, aquela mulher, Luana Senna, tinha uma certa esperteza.

Para atingir os seus objetivos, não se esquecia de tentar arrastá-la junto.

Falava de forma tão pomposa que, se Lília recusasse, pareceria não ter classe, ser mesquinha.

Ao mesmo tempo, faria com que a família Freitas a desvalorizasse ainda mais.

Mas será que Luana Senna achava que conseguiria manipulá-la assim?

Lília Andrade manteve um sorriso elegante nos lábios e disse calmamente: — A Srta. Senna perguntou à pessoa errada, não acha? Já que quer convidar o Vicente para dançar, não deveria perguntar a ele? Por que me pergunta a mim?

— Se ele vai dançar ou não, depende naturalmente da vontade dele, eu não posso decidir por ele!

— Se ele próprio não quiser, eu não posso obrigá-lo a dançar com você, não é mesmo?

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