Lília Andrade agia com método e segurança, demonstrando grande experiência. Após a sessão de acupuntura, ela preparou uma dose de remédio herbal para Ezequiel Vergara beber.
Em menos de meia hora, a condição de Ezequiel apresentou uma melhora visível. A tosse cessou e não houve mais sinais de sangue.
Foi só nesse momento que Jade Olimpio passou a confiar totalmente nas habilidades médicas de Lília. Envergonhada, ela pediu desculpas:
— Fui muito restrita em meu pensamento. Como poderia a discípula do Cassio não ser excelente? Desculpe-me. Conto com sua ajuda nos próximos dias, Lília.
Lília sorriu e balançou a cabeça.
— Não foi nada, a senhora é muito gentil. É o meu dever.
O tio Ezequiel era um ancião a quem ela respeitava; mesmo sem os agradecimentos, ela faria o possível para curá-lo.
Nos dias seguintes, Lília ia diariamente tratar Ezequiel. No último dia, Hugo Alves descobriu o que estava acontecendo e insistiu em acompanhá-la, alegando que queria ser seu assistente. Claro, o objetivo real era tentar encontrar o mestre de Lília...
Lília conhecia as intenções dele e não o impediu. Infelizmente, Hugo não teve sorte, pois o mestre não estava presente naquele dia.
— Que azar! — suspirou Hugo, decepcionado. — Eu queria perguntar discretamente se ele aceitaria mais um discípulo. Agora nem tive a chance...
Mas Hugo não desanimou. Se não podia ser discípulo oficial, aprender observando já era lucro. Ele sempre cobiçou as técnicas do Grupo Auge Medical. Ver Lília aplicar a acupuntura pessoalmente era uma oportunidade de ouro para memorizar os movimentos.
Hugo assistiu a tudo com foco total. Uma hora depois, quando Lília retirou as agulhas, o tratamento de Ezequiel estava concluído.
Ela instruiu cuidadosamente:
— Agora é só seguir a dieta medicinal prescrita pelo mestre para a recuperação.
Os sintomas de hemoptise de Ezequiel haviam desaparecido completamente, e a tosse era agora leve e esporádica.
— Muito obrigado, Lília. Você trabalhou duro nestes dias — agradeceu Ezequiel, sorrindo.
— Sim, muito obrigada — reforçou Jade, cheia de gratidão. — Lília não é apenas linda, mas tem mãos de fada! — Jade gostava cada vez mais da jovem. — Vou pedir à governanta que prepare um banquete. Fique para jantar conosco hoje, Lília.
Lília recusou educadamente:
— Vocês esconderam de nós que o pai estava tossindo sangue — respondeu Gael, olhando para a mãe com resignação. — Ficamos preocupados e viemos ver como ele está.
— É verdade, pai, mãe. Não deveriam ter escondido algo tão grave — concordou Laís.
— Vocês são ocupados, não queríamos que ficassem viajando — justificou Jade. — Mas não se preocupem, seu pai já está curado, graças à Lília!
Gael assentiu e virou-se para agradecer a Lília:
— Muito obrigado, Srta. Lília, por tratar meu pai.
— O tio Ezequiel sempre foi muito carinhoso comigo na infância, curá-lo era minha obrigação — respondeu Lília modestamente.
Gael sorriu e continuou:
— Por isso eu disse que meus pais deveriam adotá-la como afilhada. É sério. Não vou mentir, embora eu tenha crescido na Capital com minha mãe, meu pai sempre falava de você. Ele dizia todos os dias que queria roubá-la para ser minha irmãzinha. Depois de tantos anos, a obsessão dele não passou. Sinto uma afinidade com você, e considerando a amizade do meu pai com o Dr. Cassio, por que não formalizamos isso? Vocês estão na Capital agora, poderíamos nos visitar e cuidar uns dos outros!

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