Ele olhou para Lília Andrade, com um traço de emoção complexa no fundo dos olhos, e disse: — Se ela realmente errou e insistiu em mentir, então, no futuro, ela será banida para sempre do instituto e nunca mais será admitida!
A punição era pesada. Mas Luiz Neto não era insensível. Após dizer isso, perguntou a Lília: — Você aceita esse resultado?
Além de uma pergunta, havia um aviso implícito. Se aceitasse e ficasse provado que ela errou, não haveria volta. Se admitisse o erro agora, receberia apenas uma punição menor.
Lília Andrade não estava disposta a se curvar. Ela cerrou os dentes e disse: — Eu aceito!
Eason Nascimento não entendia como as coisas tinham chegado àquele ponto. Ele certamente não queria que Lília fosse embora. Então, sussurrou apressadamente ao lado dela: — Lília, pense bem! Se não tiver jeito, admita o erro. Ser punida é melhor do que ser demitida de vez... Tememos o imprevisto!
Lília manteve o rosto sério: — Não haverá imprevistos!
Se ela não pudesse limpar seu nome mesmo sendo injustiçada, viveria para sempre sob o peso dessa vergonha! Seria ridicularizada para sempre! Ela não aceitaria uma mancha profissional que não lhe pertencia. Se recuasse agora, cairia na armadilha de certas pessoas. Lília Andrade jamais faria isso!
Luiz Neto viu aquela determinação e seu olhar demonstrou apreço. Sem mais delongas, disse: — Então está decidido! Lília Andrade, vá para casa e aguarde notícias.
— Certo.
Lília saiu do escritório da liderança com dignidade. Do lado de fora, sentindo o sol quente sobre o corpo, um pânico surgiu em seu coração. Com algo assim acontecendo, seu mestre certamente ficaria preocupado. Lília sentiu-se culpada. Desde que fizeram as pazes, o velho sempre era arrastado para o meio dos problemas por causa dela. Não sabia como as pessoas do instituto o veriam depois disso...
— Lília! — A voz de Eason Nascimento soou atrás dela.
Quando Lília Andrade saiu do instituto, ainda não era meio-dia. Como ainda era cedo, ela não foi para casa, mas para a residência de seu mestre. Pedro era o único em casa.
— Senhorita Lília veio nos visitar? — Ao ver Lília, Pedro ficou feliz por um momento, mas logo hesitou. Vendo-a crescer, percebeu imediatamente que algo estava errado com o humor dela. Pedro perguntou intrigado: — A senhorita Lília não deveria estar no instituto a esta hora? Aconteceu alguma coisa?
Lília estava deprimida, mas não escondeu de Pedro. Ela assentiu e disse: — Quando o mestre voltar, eu conto.
Pedro raramente a via tão abatida e ficou preocupado. Mas receando que falar demais piorasse o humor dela, controlou a curiosidade e foi silenciosamente para a cozinha, ordenando que preparassem os pratos e doces favoritos de Lília. Ele pensou: se o coração está amargo, coma algo doce! Talvez depois de comer, ela se sentisse melhor.
A manhã passou rápido. Logo chegou a hora do almoço. O velho professor voltou apressado de fora. Ao entrar, viu sua discípula sentada no pátio, perdida em pensamentos. Ele não sabia se ficava aliviado ou preocupado. Enfim, suspirou aliviado!

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