Eason Nascimento sentiu cada vez mais que algo grave havia acontecido. E não era algo pequeno. Ele insistiu: — Prof. Neto, o que aconteceu, afinal?
Luiz Neto largou o documento e parou de fazer mistério, contando diretamente sobre os dados e o acidente no laboratório.
Ao ouvir, a expressão de Eason também foi de surpresa: — Como pode estar errado? Isso não devia acontecer...
Ele tinha visto aqueles materiais na noite anterior.
Luiz Neto olhou para eles com seriedade e perguntou: — Além de Lília Andrade, mais alguém mexeu nesses dados?
— Isso... — O olhar de Eason vacilou, mas ele disse com sinceridade: — Além da Lília, só eu. Ontem à noite fui eu quem imprimiu o arquivo, mas não toquei no conteúdo do documento!
Luiz Neto ouviu a resposta e olhou para Amanda Lacerda, esperando que ela falasse.
Amanda permaneceu calada. Sua expressão era de quem queria dizer algo, mas hesitava.
O erro nos dados definitivamente tinha o dedo de Amanda Lacerda! Antes, ela pensava que aquela mulher, pelo menos, teria bom senso nas questões profissionais e não sabotaria o trabalho. Não imaginava que ela ousaria tanto!
Amanda Lacerda, parecendo perceber o olhar de Lília, disse com uma expressão inocente: — Lília, por que está me olhando assim? Dados de trabalho exigem rigor. Eu também não queria que erros acontecessem. Dizer a verdade é apenas cumprir o dever. Sei que você sempre busca a perfeição. Talvez não queira admitir o problema desta vez. Mas não tem problema, ninguém é perfeito, somos um time. Se houver alguma punição, assumiremos com você, não a deixaremos sofrer sozinha!
Eason Nascimento, embora não tivesse percebido a raiz do problema, achou a fala de Amanda estranha. Mas... naquela situação, parecia difícil argumentar.
Tomás Fonseca ficou ainda mais furioso ao ouvir Amanda e questionou: — Lília Andrade, você aceita a punição?

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