Rafael Dourado sorriu.
— Sem problemas!
Lília Andrade e Isabel Gonçalves, ao ouvirem aquilo, franziram a testa. Que tipo de conversa era aquela? Aquele homem chamado Rafael Dourado era excessivamente arrogante. E, pelo que dizia, claramente não dava a mínima para Daniel Dourado. As duas se entreolharam, ambas surpresas com a situação de Daniel Dourado na Cidade Capital. Elas sentiram um aperto no coração.
Daniel Dourado, no entanto, apenas curvou os lábios, parecendo não se importar, e disse a Sandro Godoy:
— Então, quer dizer que você não aceita minha sugestão e não vai parar?
— Quem você pensa que é para me dizer para parar?! — Sandro Godoy zombou.
Dito isso, Sandro Godoy acenou para seus guarda-costas.
— O que estão esperando? Acabem com a mão desse intrometido!
Sandro Godoy não queria mais perder tempo e avançou rapidamente em direção a Lília Andrade, tentando agarrar seu pulso. Lília Andrade e Isabel Gonçalves recuaram apressadamente.
Daniel Dourado, ao ver isso, estreitou os olhos e, com um movimento rápido, desferiu um chute nos dois guarda-costas que se aproximavam. Os dois, que não esperavam que o aparentemente frágil Daniel Dourado tivesse uma habilidade de luta tão assustadora, foram pegos de surpresa e arremessados para longe.
Sandro Godoy, de costas para eles, não viu o que aconteceu. Ao ouvir os gritos, presumiu que Daniel Dourado estava sendo punido e, exultante, pensou que logo teria a beleza em seus braços.
Mas, no segundo seguinte, Daniel Dourado, após neutralizar os dois guarda-costas, virou-se e acertou um chute em suas costas.
— Ai!
Sandro Godoy gritou de dor e caiu no chão. Quando estava prestes a explodir de raiva, Daniel Dourado o pisou, pressionando-o firmemente contra o chão, impedindo-o de se levantar.
A reviravolta aconteceu em questão de segundos. As pessoas no salão mal podiam acreditar no que viam. Quando viram Sandro Godoy realmente sendo pisado por Daniel Dourado, um murmúrio de espanto percorreu o local.
— Meu Deus, ele realmente ousou agredi-lo!
— Eu realmente o subestimei.
— Nem Rafael Dourado quis ofender Sandro Godoy, e ele ainda ousa bater nele!
— Daniel Dourado vai se dar muito mal desta vez.
Muitos no salão se deleitavam com a desgraça alheia. Sandro Godoy, ao perceber o que havia acontecido, enlouqueceu de raiva e começou a xingar em público:
— Daniel Dourado, seu desgraçado! Como ousa me agredir? Você se cansou de viver?
— Sua reputação nos círculos da Cidade Capital já é criticada, e na família Rodrigues ele também é desprezado. Como ele pode ser tão imprudente?
— Seria engraçado se ele fosse expulso da família Rodrigues.
— Depois de causar um problema desses, mesmo com a proteção do Sr. Vicente, não adiantará nada, certo?
Todos assistiam ao espetáculo, sem ver nada de errado. As únicas que sentiram que algo não estava certo foram, provavelmente, Luana Senna e Rebecca. Esta última não pôde deixar de comentar:
— Esse Daniel Dourado costuma ser discreto e muito tolerante. Por que hoje ele está protegendo aquelas duas de forma tão ostensiva? E ainda pisando em Sandro Godoy. Isso é muito imprudente, não?
— Será que... ele está agindo com tanta confiança porque tem o Sr. Vicente o apoiando?
Ao ouvir isso, Luana Senna cerrou os punhos. Aquela mulher, Lília Andrade, era tão especial assim? Até mesmo o amigo de infância dele estava disposto a protegê-la a qualquer custo?
Enquanto o rosto de Luana Senna se escurecia, um novo alvoroço surgiu do lado de fora do salão. As pessoas mais próximas ouviram vagamente alguém dizer: "Sr. Vicente". Em seguida, a multidão se abriu automaticamente, formando um corredor para a pessoa que entrava.
Todos, percebendo o movimento, viraram-se para a entrada. Viram um homem vestindo um terno escuro e bem cortado entrar lentamente. Sua estrutura óssea naturalmente superior o tornava o centro das atenções onde quer que fosse. Seus traços profundos, nariz reto e lábios finos, combinados com óculos de aro dourado e uma corrente pendente, davam-lhe um ar elegante e intelectual, com um toque de perigo.
À medida que ele se aproximava, sua aura poderosa e intimidante se espalhava, inspirando temor.

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