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Nunca Mais — O Amor Que Você Desperdiçou romance Capítulo 350

Ela falava com uma voz especialmente ressentida.

No entanto, ao mencionar aquele assunto, Ronaldo Silva ficou ainda mais irritado, apressando-se em direção ao estacionamento sem nem olhar para trás.

Lívia Rocha, ao perceber, ficou aflita:

— Ronaldo, vá mais devagar, espera por mim…

Ela estava de salto alto, o que dificultava andar rápido. Assim que se apressou, acabou torcendo o pé.

— Ai! — gritou de dor.

Mesmo assim, Ronaldo Silva não se virou para olhá-la.

Lívia Rocha ficou ainda mais contrariada.

Mas, naquele momento, não ousou reclamar. Apenas suportou a dor e continuou correndo atrás de Ronaldo Silva…

Enquanto isso, no salão da festa.

Mateus Nogueira percebeu que Lília Andrade já estava fora há bastante tempo e começou a se preocupar.

Heloísa Alves, notando sua inquietação, tentou tranquilizá-lo:

— Mulheres geralmente demoram um pouco mais, não se preocupe. Vou dar uma olhada…

Mal terminou de falar, ambos viram o Prefeito Lacerda se aproximando sorridente.

— Presidente Nogueira, está procurando a Presidente Andrade? Ela não estava se sentindo muito bem, então pedi que alguém a levasse para casa. Vim avisá-los para não ficarem preocupados.

Mateus Nogueira demonstrou surpresa ao ouvir aquilo.

Perguntou:

— Ela está se sentindo mal de quê?

Vendo a preocupação dele, o Prefeito Lacerda rapidamente respondeu:

— Acho que foi só o vinho, ficou um pouco tonta, nada sério. Quando a Presidente Andrade saiu, estava bem lúcida. Creio que não há motivo para preocupação.

— Entendi, agradeço, Prefeito Lacerda.

Com isso, Mateus Nogueira pareceu aliviado.

Já o Prefeito Lacerda, por dentro, estava inquieto.

Ele sabia muito bem quem havia levado Lília Andrade embora.

Antes, pensava que aquele sujeito apenas a admirava.

Agora via que não era tão simples assim.

Ainda bem que não foi negligente com Lília Andrade naquela noite!

Do contrário, como se explicaria depois?

…

Do lado de Lília Andrade.

Assim que deixou a festa, foi levada por Vicente Freitas até o condomínio.

Quando o carro chegou, ela já dormia profundamente.

Estava completamente recostada no ombro de Vicente Freitas.

— Srta. Lília, já chegamos.

Vicente Freitas abaixou-se e a chamou baixinho, mas Lília Andrade não reagiu.

Ele a sacudiu levemente:

— Lília Andrade?

Mesmo assim, ela dormia tão profundamente que apenas virou um pouco o rosto, continuando a dormir sem dar sinais de que acordaria.

Sem alternativa, Vicente Freitas desistiu de acordá-la e, resoluto, a pegou nos braços e a levou até a porta de casa.

— Tá bom!

A menina, preocupada com a mãe, seguiu Vicente Freitas em silêncio, acompanhando-o de perto.

Guiado por Dona Amanda, Vicente Freitas levou Lília até o quarto.

Foi extremamente cavalheiro e respeitoso, sem desviar os olhos para nenhum canto.

Afinal, era o quarto de uma mulher e ele precisava respeitar sua privacidade.

Colocou-a com todo cuidado na cama e disse para Dona Amanda:

— Se não for incômodo, por favor, cuide dela. Se possível, prepare um pouco de canja quando ela acordar, para evitar dor de cabeça depois da bebida.

— Sim, pode deixar! — respondeu Dona Amanda sorrindo. — Fique tranquilo, vou cuidar bem da Srta. Lília.

Vicente Freitas assentiu, olhou uma última vez para o rosto adormecido de Lília Andrade e saiu discretamente.

Dona Amanda ficou olhando sua saída, intrigada.

Será que aquele era o famoso psicólogo de quem todos falavam?

Que aparência impressionante! Não ficava nada atrás de Ronaldo Silva, talvez até o superasse.

Especialmente pela forma delicada e cuidadosa como tratou a Srta. Lília — todo gesto repleto de gentileza.

Ao comparar, a diferença era evidente…

Dona Amanda não pôde deixar de pensar: Se Ronaldo Silva não souber valorizar a Srta. Lília, sempre haverá quem saiba.

Logo afastou esses pensamentos e foi buscar água morna para limpar e trocar a roupa de Lília Andrade.

Do lado de fora, Vicente Freitas encontrou Maia esperando por ele.

Assim que o viu, a menina correu e abraçou suas pernas, exclamando:

— Tio, que saudade de você!

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