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Nunca Mais — O Amor Que Você Desperdiçou romance Capítulo 1002

Crianças dessa idade ainda estavam na fase de gostar de brincar, então Maia provavelmente também gostaria.

Apenas, a pequena à sua frente hesitou por dois segundos antes de balançar a cabeça e recusar educadamente:

— Tem muita gente lá, não é conveniente para você. Não seria bom se você fosse empurrado.

A resposta da pequena não significava exatamente que ela se importava profundamente com ele, era apenas uma constatação dos fatos.

Mas Ronaldo Silva, ao ouvir isso, ficou muito feliz.

Porque ele sentiu que a filha estava pensando nele. Por ela ser muito compreensiva e se preocupar com o estado de saúde dele, havia recusado a proposta.

Ronaldo Silva sentiu ainda mais vontade de acompanhá-la ao parque de diversões para que ela se divertisse muito!

— A Maia não precisa se preocupar. O Roberto Lacerda e os seguranças vão nos acompanhar, não haverá problemas. O importante é que a Maia se divirta.

Após tomar essa decisão, Ronaldo Silva levou Maia, Roberto Lacerda e os seguranças juntos ao parque de diversões.

Depois de descer do carro e ver as multidões nas filas de cada atração, Ronaldo Silva não pôde deixar de franzir a testa.

Ele de repente percebeu que algumas coisas não dependiam apenas da sua persistência.

Agora, ele era deficiente físico e mal conseguia se levantar. Com tanta inconveniência, ele não conseguiria acompanhar Maia em muitas das atrações.

No final, ele só pôde olhar para Roberto Lacerda e instruir:

— Leve a Maia para brincar.

Seu coração, pela primeira vez, sentiu tanta frustração, e ele não pôde evitar lembrar do passado.

Naquela época, por que ele só pensava em levar Caio para brincar, e não levava Maia?

Do lado de fora das grades do carrossel, ele via Maia e Roberto Lacerda brincando alegremente, com sorrisos despreocupados e os cantos dos lábios erguidos.

Mas, ao descer de lá e se deparar com ele, aquele pequeno rosto feliz voltava à sua antiga expressão quieta e obediente...

Ronaldo Silva sentia um gosto amargo no peito.

Essa era a sua filha, ele era o pai biológico dela e, naturalmente, esperava que Maia pudesse sorrir sem reservas para ele.

Mas, no momento, isso parecia impossível.

Mesmo assim, Ronaldo Silva não estava disposto a desistir.

Ele não podia ficar sem fazer nada, isso só afastaria Maia ainda mais.

Ronaldo Silva decidiu dar mais paciência à criança.

Como Maia havia dito naquele mesmo dia, ela mesma observaria e sentiria quem a tratava bem.

Ele já havia perdido muitas coisas, não queria perder também a sua filha Maia...

A pequena e Roberto Lacerda desceram de uma nova atração quando uma outra criança passou ao lado deles, segurando um sorvete de morango.

Por mais madura e compreensiva que a pequena fosse, a natureza infantil não podia ser escondida, e ela ficou encarando avidamente por vários segundos.

Roberto Lacerda, que estava prestando atenção nela, percebeu isso, inclinou-se e perguntou:

— A Maia quer tomar sorvete?

A pequena acenou com a cabecinha e disse:

— Quero comer!

Parecia tão doce, devia ser de morango!

Roberto Lacerda então foi até Ronaldo Silva para pedir permissão.

— Um homem desse tamanho intimidando uma criança, o senhor não tem vergonha na cara?

Quando foi que Ronaldo Silva havia sido acusado injustamente dessa forma? O rosto dele imediatamente ficou sombrio.

A mãe, ainda indignada, continuou a atacá-lo:

— Olhando para a sua cara, dá para ver que não presta. Não é à toa que é aleijado!

O menino, com o apoio da mãe, também deixou de ter medo e se juntou aos xingamentos:

— Aleijado fedido!

Ele ainda fez caretas de forma arrogante!

Ronaldo Silva exalava uma aura de pressão opressiva. Os seguranças, ao verem a cena, quiseram intervir.

Foi exatamente nesse momento que Roberto Lacerda voltou com Maia.

Depois de observar o que havia acontecido, Maia abriu a boca com sua voz infantil e falou em direção à dupla de mãe e filho:

— Como vocês podem inverter a verdade assim? Eu vi tudo, foi ele quem esbarrou! Se não acreditam, podem olhar as câmeras de segurança.

Não muito longe dali, acima das cabeças deles, havia uma câmera de segurança bem visível.

Roberto Lacerda também se manifestou, dizendo:

— Se a senhora não consegue educar o próprio filho e ainda faz ataques pessoais, nós podemos processá-los.

A mãe do menino travesso pareceu despertar de um sonho naquele momento. Ela finalmente percebeu, com atraso, que a presença de Ronaldo Silva não parecia a de uma pessoa comum.

Ela logo entendeu que a identidade daquele homem provavelmente não era simples.

Além disso, muitas pessoas ao redor estavam olhando para eles. Ela imediatamente se acovardou e tentou dar uma desculpa para fugir da situação...

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