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Nosso Casamento Tinha Prazo romance Capítulo 233

Muito provavelmente...

Gregório as havia arrancado e jogado no lixo.

Na verdade, Celeste não ficou surpresa.

Desde o episódio em que Luana queimou as fotos do casamento sob o olhar indiferente de Gregório, ela compreendeu que sua existência não tinha o menor valor na vida dele.

Mas, por mais que racionalizasse as coisas.

Aquela parede de fotos representava sete anos do seu afeto e dedicação.

Eram as suas mais belas esperanças.

Celeste encarou a parede, agora desprovida de qualquer traço seu, por um longo tempo.

Puxou o ar em silêncio.

E virou-se para desfazer as malas.

Não tirou todas as suas coisas.

Pegou apenas os itens de uso diário e higiene pessoal que precisaria.

Estava apenas aguardando Gregório resolver a pendência da certidão de divórcio para ir embora dali a qualquer momento.

Aquele lugar...

Há muito tempo deixara de ser o seu lar.

Ela não seria mais um pássaro na gaiola. Estava decidida a voar para longe daquela prisão onde, no passado, o seu próprio eu havia se confinado em nome do amor.

Depois de despachar todos os funcionários do quarto.

Celeste refletiu intensamente. É claro que não se deixaria ser manipulada como uma marionete. Tentaria de tudo; desde que garantisse que a velha senhora não anulasse o processo, haveria espaço para reverter a situação.

Tirou os documentos cruciais da bolsa e os trancou diretamente dentro da mala.

Mais tarde.

Juliana ligou para saber como estavam as coisas.

Celeste fez um breve resumo da situação.

Juliana explodiu em indignação.

— Mas isso é uma chantagem suja! Estão claramente se aproveitando do fato de você não ter uma família poderosa para te defender!

Para falar a verdade.

Era evidente que consideravam Celeste uma pessoa comum, alguém fácil de intimidar e subjugar.

Além disso.

Celeste não tinha o respaldo de uma família influente.

Sua mãe estava em coma num leito de hospital há mais de dez anos devido a um acidente de carro, e seu avô já era bem idoso.

Celeste tomou banho. Como era primavera, a temperatura havia subido para quase vinte graus.

Usando apenas o pijama, saiu do quarto. Queria ir até o jardim para ver se as begônias, que havia plantado com as próprias mãos anos atrás, já estavam brotando.

A residência contava com um projeto paisagístico oriental clássico.

Ocupava uma área imensa e era dividida em diversos pátios diferentes.

O pátio da suíte dela e de Gregório era mais isolado. Em outras áreas ficava o escritório particular dele, onde ocasionalmente recebia executivos para reuniões. Os espaços eram bem distantes entre si, com zonas claramente delimitadas, garantindo total privacidade.

Ao chegar ao local.

Celeste olhou instintivamente para o centro do jardim.

Onde as fotos do casamento haviam sido queimadas da última vez.

Exatamente ali.

Seu olhar se deteve por um instante.

Ela se preparava para enrolar melhor o pijama ao redor do corpo.

Quando o ronco de motores se aproximou.

Celeste virou-se.

E deu de cara com um homem e uma mulher caminhando lado a lado, sussurrando um com o outro.

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