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Nosso Casamento Tinha Prazo romance Capítulo 231

Voltar para a casa onde viveram como casados para ter um filho de Gregório?

Impossível!

Trancou o carro e subiu as escadas.

Assim que chegou à porta, a expressão de Celeste gelou.

A porta do apartamento estava escancarada.

Havia pessoas entrando e saindo.

Ela entrou a passos largos, apenas para descobrir que o lugar já estava quase vazio.

Agarrou o braço de uma mulher que usava o uniforme de uma empresa.

— O que vocês estão fazendo? Esta é a minha casa!

A mulher pareceu surpresa.

— A senhora não sabia? Somos de uma transportadora profissional. Fomos contratados para empacotar tudo e levar para o novo endereço. A pessoa que nos contratou disse ser sua avó.

Celeste não disse uma palavra. Caminhou rapidamente até o quarto principal e abriu as gavetas com desespero.

O acordo de divórcio, o documento de renúncia à guarda e até mesmo os exames de pré-natal e laudos médicos referentes a Laura, que estavam guardados ali, haviam desaparecido.

Foi somente naquele instante.

Que Celeste sentiu a visão escurecer.

Uma onda avassaladora de fúria e pânico a engoliu por completo.

Ela sabia que a avó Souza era autoritária, mas nunca imaginou que chegaria a tamanha tirania.

Mandar pessoas diretamente à sua casa para forçá-la a voltar para o antigo lar conjugal.

Celeste não perdeu um segundo sequer.

Deu meia-volta, entrou no carro e acelerou em direção à antiga residência.

Fazia muito tempo desde a última vez em que estivera ali.

Celeste já nem sabia mais a senha da porta.

A senha antiga havia sido alterada por Gregório, forçando-a a pedir que alguém abrisse a porta para ela.

Ao entrar na sala de estar.

Deparou-se com caixas de mudança profissionais empilhadas com perfeição.

Todas devidamente categorizadas e etiquetadas.

Celeste foi direto às caixas de documentos.

Ao vasculhar e encontrar os papéis essenciais, sua respiração foi, aos poucos, voltando ao normal.

Felizmente.

Tratava-se de uma empresa de serviços especializada.

Enquanto não tivesse asas fortes o suficiente para voar, ela não passava de um cordeiro pronto para o abate diante da Família Souza, frágil e fácil de manipular.

Até ter a certidão de divórcio em mãos, por mais furiosa que estivesse, precisaria engolir a seco e ter paciência.

Chutar o balde agora só a prejudicaria, e ela tinha plena consciência disso.

Dona Glenda bateu as palmas das mãos para limpá-las e virou-se para Celeste.

Percebendo o mau humor da jovem, não conseguiu conter o tom de conselheira experiente.

— Senhora, com toda a sinceridade, a senhora acha mesmo que o fato de ter saído de casa causou algum impacto no Diretor Souza?

Enquanto falava, serviu uma xícara de chá para Celeste.

— Passou tanto tempo e o Diretor Souza não fez uma pergunta sequer sobre o assunto. Esse seu método de chamar atenção, veja bem, não funciona.

Então era isso? Achavam que ela havia saído de casa apenas para implorar pela atenção de Gregório?

Celeste não pôde evitar um riso amargo e carregado de ironia.

Sentia como se sua inteligência estivesse sendo brutalmente ofendida.

Havia se sujeitado àquela submissão por tanto tempo que agora todos presumiam que o seu papel era abaixar a cabeça e ceder?

— Senhora, falo como alguém que tem mais vivência e ouso lhe dar um conselho. O casamento é como um negócio que precisa ser administrado. No fundo, os homens são todos iguais. O que realmente importa é garantirmos os nossos benefícios na prática. Quanto ao resto, o melhor é fechar os olhos. Um marido como o Diretor Souza, excelente em todos os aspectos...

— Na verdade, é uma raridade que não se encontra nem procurando com uma lupa.

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