Entrar Via

Nosso Casamento Tinha Prazo romance Capítulo 210

Celeste não se importou se Gregório já havia ido embora ou não.

Provavelmente, sim.

Afinal, Dulce havia se arrumado com esmero, e era de se esperar que tivessem planejado uma noite romântica.

Ela não saiu mais do quarto.

Estando doente, não tinha energia para lidar com aquelas frustrações.

Usou o telefone fixo para ligar para o quarto de David, avisando-o para cancelar os preparativos do aniversário, pois pretendia descansar e recuperar as forças.

Foi só então que David soube que Celeste estava doente.

Após tranquilizar David, pediu-lhe que avisasse Gabriel sobre a perda de seu celular.

Depois disso, Gabriel não voltou a bater em sua porta.

Imaginou que David tivesse inventado alguma desculpa para contornar a situação, e a noite finalmente mergulhou em paz.

Celeste adormeceu com o coração em paz, abraçada àquele Cadeado Eterno.

No dia seguinte.

Ela se levantou e saiu do quarto.

Ao virar o rosto, observou.

Aquele buquê de tulipas e o bolo temático haviam sido recolhidos e deixados sobre a ilha da sala de estar, bem à vista assim que se saía do quarto.

Muito provavelmente, o gerente de governança do hotel havia passado por ali.

E presumiu que ela ainda os quisesse.

Celeste aproximou-se e acariciou suavemente as pétalas.

Em seguida, pegou tudo e jogou no lixo.

-

Depois de descer.

Celeste foi até a área da piscina do hotel e procurou o responsável.

— Por favor, vocês encontraram algum celular ao limparem a piscina ontem?

Um hotel daquele padrão possuía um sistema de gestão rigoroso a um nível quase obsessivo.

A higiene, em especial, beirava a perfeição.

Mesmo uma piscina daquele tamanho era limpa diariamente.

Ao ser empurrada, o aparelho havia escorregado e caído na água com ela.

Não havia dado nem meia dúzia de passos.

E sentiu alguém agarrar o seu pulso.

Ao se virar, deparou-se com o olhar frio e descontente de Gabriel.

O rosto bonito exalava uma frieza gélida: — Celeste, não vai me dar uma explicação?

Celeste sentiu dor no pulso apertado e franziu a testa. Tentou se soltar, mas não foi páreo para a força dele. — Eu perdi o meu celular. Ontem eu estava com febre, doente, e não consegui falar com você. Se não quiser acreditar, o problema é seu.

Ela não devia nada a Gabriel.

E não via motivo para abaixar a cabeça.

Gabriel a mediu de cima a baixo. A voz dela ainda estava um pouco rouca, e sua fisionomia não era das melhores. Ele franziu a testa lentamente: — Então o Diretor Costa não estava mentindo para mim?

David havia ligado para lhe dar uma satisfação, mas ele tratou aquilo como mera desculpa.

— Que vantagem eu teria em mentir para você? Isso faria você investir mais dinheiro?

Celeste perdeu a paciência: — Me solta.

Suas feições não eram exatamente delicadas ou dóceis. Tinha um rosto oval de uma beleza estonteante, com olhos ligeiramente amendoados, incrivelmente sedutores. Especialmente quando não sorria, sem as covinhas no rosto, ela exalava uma aura imponente.

Gabriel fitou aquele rosto e a postura despudorada.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Nosso Casamento Tinha Prazo