Uma única frase.
Mergulhou o ambiente num silêncio repentino e assustador.
Afinal, a escolha de um perfume era algo íntimo demais.
Envolvia gostos pessoais, privacidade e hábitos intrínsecos.
Muitas vezes, também simbolizava intimidade.
E o mais agravante.
O perfume de Gregório não era algo que se pudesse comprar em qualquer loja.
O sorriso que adornava o rosto de Dulce desvaneceu instantaneamente.
Gregório estreitou o olhar e virou-se em direção a Celeste.
A própria Celeste também não esperava por aquilo.
Após tantos anos de casamento, ela só agora percebia, de forma abrupta, que os seus gostos e costumes haviam se mesclado profundamente aos de Gregório.
— Diretor Nunes, a Sra. Alves está bem aqui, não saia criando casais sem fundamento. — Urbano, percebendo a mudança drástica no humor de Dulce, lançou um aviso pontuado por um sorriso enigmático.
O Diretor Nunes percebeu a gafe na hora:
— Peço mil desculpas! Às vezes falo sem pensar, por favor, não leve a mal, Sra. Alves.
Foi só então que a expressão de Dulce suavizou:
— Não faz mal. Eu nunca perco o meu tempo com insignificâncias.
Celeste decifrou de imediato o real significado daquelas palavras.
Ela estava insinuando que Celeste forçara aquela coincidência de propósito, agindo de forma manipuladora.
Não tinha paciência para ouvi-los acalentando o ego de Dulce por uma bobagem daquelas.
Sendo assim, desembarcou do elevador ali mesmo, no andar de David.
E pegou o elevador do outro lado para subir até a cobertura.
Depois de se organizar, David subiu à suíte dela para discutir as diretrizes do projeto.
Às oito da noite.
A campainha tocou.
Celeste foi atender a porta.
Gabriel estava no corredor. Ele correu os olhos para dentro do cômodo.
— Posso entrar?
Celeste cruzou os braços e recostou-se no batente, barrando a entrada dele.
— Infelizmente, não. O nosso Diretor Costa está aqui. Podemos falar sobre negócios amanhã, Diretor Campos?
Gabriel fechou a cara, sentindo um gosto amargo de irritação na garganta.
Ele já havia notado antes como David agia de forma superprotetora em relação a Celeste.
E agora os dois estavam enfurnados sozinhos naquele quarto a essa hora da noite?
— Celeste, não deveria haver certos limites entre um homem e uma mulher? Não pega bem ficarem sozinhos num quarto assim. — ele a encarou de cima a baixo. Havia um sorriso forçado em seus lábios, mas a insatisfação era nítida.
Celeste riu e rebateu:
— O Diretor Campos quer controlar a minha vida agora?
Foi o primeiro a perceber a carranca de Gabriel. Balançando a taça de bebida, ergueu uma sobrancelha e comentou:
— O ânimo não está dos melhores?
Gregório lançou-lhe um olhar despretensioso.
Brindou levemente com Gabriel.
Como a Família Campos e a Família Vargas possuíam laços matrimoniais, Gabriel não se preocupou em ocultar as suas frustrações.
— Querem me dar um conselho? Estou saindo com uma mulher ultimamente, mas não estou tendo muito progresso.
Ao proferir essas palavras.
Todos os presentes entenderam do que ele falava.
Progresso? Que tipo de progresso um homem poderia querer no relacionamento com uma mulher?
Urbano riu maliciosamente.
— Encontrou um desafio pela frente? Jogue dinheiro, bombardeie com presentes e, se nada adiantar, leve-a para beber sob a desculpa de ter um papo cabeça. O álcool costuma ser uma excelente armadilha. Sendo dois adultos, qualquer coisa que ocorrer depois vai parecer completamente inevitável e natural.
Mas o semblante de Fagner endureceu de repente, e ele cravou os olhos em Gabriel:
— A mulher que você está tentando levar para a cama... por acaso seria...?
Ao som dessas palavras.
Gregório ergueu os olhos em sua direção.
Gabriel deixou escapar um sorriso, falando com um tom carregado de um significado diferente:
— O Diretor Souza a conhece muito bem. É a Celeste, lembra-se dela?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Nosso Casamento Tinha Prazo
Gregório tem que sofrer correndo atrás da Celeste pra aprender uma lição 😒...
Passou da hora da Dulce quebrar a cara e Gregório ver a burrada que fez, dando apoio total para o chupim Dulce...
Quero ver se a autora vai dar um final feliz para esse embuste do Gregório. Quero ele sofra horrores e acabei na sargenta....
Não aguento mais ver a Celeste passar por tanta humilhação. Alguém quebre as pernas do Gregório, por favor; mesmo que tenha um motivo para ele agir assim, já passou dos limites. Fora que demora demais a atualização, por parte do autor....
Seria muito bom ela encontrar a família e não querer esse Gregório...
Até quando Gregório vai financiar a amante e menosprezar a ex esposas? Passou da hora da amante e Gregório caírem com a cara no chão...
Ela repete o mesmos pensamentos várias vezes. E o mais incrível u.a é prisioneiro e o outro é livre, no final ele teve um motivo muito importante para agir assim e vai querer compensar tudo....
Essa personagem é humilhada apor bens materiais....
Eu adoro histórias assim que a autora humilha a personagem principal por todo história para no final o homem estar apenas sendo enganado ou protegendo ela e acaba perdoado, ainda d põem alguém da família pra ajudar na humilhação, fica o romance perfeito!...
Pq esse tipo de história não da um pouco de amor próprio a mulher e ela encontra alguém q realmente a valoriza??? Só mostra que a mulher não se da o valor, mesmo depois de humilhada ela volta com o cara. Ridículo...