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Nosso Casamento Tinha Prazo romance Capítulo 198

Até David franziu a testa.

Sra. Lopes?

Sete anos de casamento e tudo o que restava era ser chamada de Sra. Lopes?

Ainda mais para obrigar a mulher com quem conviveu por tantos anos a ceder o lugar para a amante?

Mas Celeste não sentia mais nenhuma oscilação emocional. O hotel pertencia à Família Souza; a reputação da marca era, sem dúvida, essencial. Em vez de causar um escândalo, ele preferia que ela cedesse.

Essa era a maneira de Gregório resolver as coisas.

— É só um quarto, Celeste. Você não deveria ser tão mesquinha. — Urbano, tendo terminado a ligação, aproximou-se para dar um conselho apaziguador.

Principalmente naquele momento crítico.

O incidente com Luana ainda não havia sido esclarecido. Celeste não deveria estar agindo com cautela, tentando agradar Dulce para acalmar os ânimos?

Um brilho de zombaria surgiu nos olhos de Celeste.

As cartas já estavam na mesa, e o ultimato havia sido dado.

O que mais esperavam que ela dissesse?

— Dê um upgrade gratuito para a Sra. Lopes. — Gregório parecia não dar a mínima para o que Celeste pensava. A falsa cortesia anterior havia sido mero protocolo. Ele olhou para a recepcionista com frieza ao dar a ordem.

A recepcionista arregalou os olhos.

De um quarto de dezoito mil para uma suíte de trezentos mil.

Isso era o mesmo que ganhar na loteria.

Até Dulce não conseguiu evitar de franzir as sobrancelhas.

Jamais imaginou que Celeste levaria uma vantagem tão absurda.

Já que Gregório fora tão generoso a ponto de resolver o problema de Dulce daquela forma, Celeste desviou o olhar, pegou o cartão de acesso de forma ríspida e virou as costas para sair.

David ainda fez questão de manter as aparências com um aceno polido e um sorriso antes de apressar o passo para alcançar Celeste.

— Roubaram logo o seu quarto. Começo a suspeitar de que Dulce só fez questão de escolhê-lo depois de ver que a reserva estava no seu nome. — David balançou a cabeça.

Afinal, como o hotel pertencia à Família Souza, não seria difícil para Dulce ter acesso aos dados dos hóspedes.

Ao entrar no elevador, Celeste massageou as têmporas.

— Não importa. Vá para a minha suíte daqui a pouco, precisamos debater as vantagens e desvantagens daqueles robôs cirúrgicos da Cidade Oceano.

— Certo.

As portas estavam prestes a se fechar.

Quando se abriram de novo.

Gregório e o seu grupo estavam do lado de fora.

Urbano foi o primeiro a entrar no elevador, puxando conversa:

— Diretor Costa, fiquei sabendo que a captação de recursos da Hercore não está indo bem, confere?

Não conseguia compreender: que tipo de feitiço Celeste havia jogado em David?

Celeste e Gregório permaneceram em silêncio o trajeto inteiro.

No elevador, ouvia-se apenas as vozes de Dulce e dos CEOs discutindo sobre robôs inteligentes para triagem médica.

— A Sra. Alves tem uma visão extremamente progressista. Com tantas empresas de medicina inteligente no país, como acabou se interessando logo pela nossa?

Dulce esboçou um sorriso suave, olhando para Gregório com extrema ternura:

— Foi o Gregório quem fez as conexões e me trouxe até a Cidade Oceano para conversar com vocês. Ele sempre cuida de tudo o que diz respeito a mim com muito carinho.

Celeste nem sequer piscou.

A rede de contatos de Gregório era vasta; ir até a Cidade Oceano, ou até mesmo para o exterior, era a coisa mais fácil do mundo para ele.

David deu um tapinha silencioso no ombro de Celeste, como quem diz "deixe entrar por um ouvido e sair pelo outro".

Até que o andar de David chegou e ele precisou descer primeiro.

Celeste virou o corpo de lado para abrir espaço.

Foi exatamente nesse breve instante.

O Diretor Nunes, que até então conversava com Dulce, fixou o olhar em Celeste e disse repentinamente:

— Sabe, eu já havia notado o cheiro. O perfume desta senhorita é idêntico ao do Diretor Souza, não é? Até uma fragrância exclusiva consegue ser igual... Que incrível coincidência.

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