Mas concordava em silêncio.
Dulce era a única capaz de despertar as emoções de Gregório.
Mas isso já não importava mais.
A razão pela qual ela marcara para o dia sete era que no dia oito Laura iria para a escola. Assim, ao resolver o divórcio, a situação de Laura ficaria mais segura e estável.
Para conseguir negociar o divórcio, Celeste tomou medicamentos fortes, que melhoraram boa parte de seu estado.
Na manhã do dia sete.
Celeste foi direto para a casa onde moraram juntos.
Ao chegar à porta, digitou a senha por força do hábito.
Bip, bip, bip...
Senha incorreta.
Celeste ficou atônita por um segundo, antes de entender.
Gregório havia mudado a senha de casa.
Com o divórcio se aproximando, ele queria fazer um corte definitivo com ela.
Sendo barrada na casa onde vivera por sete anos, Celeste já não nutria sentimentos por aquilo. Já que Gregório tinha mudado a senha, ela precisava ter a consciência de que agora era uma estranha.
Apertou a campainha.
O segurança correu para abrir a porta para ela.
— Senhora, por que tocou a campainha para entrar na sua própria casa?
Celeste sorriu, mas não disse nada.
Em breve não seria mais a casa dela.
Ao entrar na sala, ela levantou os olhos e viu Gregório, que estava descendo as escadas naquele momento.
Atrás dele, vinha um homem desconhecido, impecavelmente vestido de terno.
Gregório levantou os cílios longos, fitou o rosto de Celeste por dois segundos e disse: — Sente-se.
Após o incidente da senha, Celeste assumira completamente a postura de uma visita. Sentou-se e aguardou o desenrolar da conversa.
Gregório se aproximou a passos largos e sentou-se na poltrona individual ao lado de Celeste.
O homem atrás dele colocou imediatamente um acordo na frente de Celeste.
Celeste lançou-lhe um olhar.
Era um acordo de divórcio.
Mas não era o mesmo que ela e Gregório haviam assinado sete anos atrás.
— Veja se há algo que queira adicionar, fique à vontade para falar. Se estiver satisfeita com as cláusulas, você assina — disse Gregório, erguendo o olhar, com um tom neutro.
Quem não soubesse acharia que estavam fechando um negócio.
E não dividindo um casamento e sentimentos.
Celeste pegou o documento. Embora estranhasse o motivo de assinarem um novo acordo, começou a folhear as páginas.
Leu cláusula por cláusula.
E ficou um tanto chocada.
Não.
Muito chocada.
O que a intrigava era o motivo de ele estar lhe dando tanto.
O Grupo Ascensão era uma das maiores empresas do país, com incontáveis marcas e indústrias subsidiárias. Os dividendos representavam números astronômicos e inestimáveis. E, além disso, ele ainda estava lhe dando poder de decisão?
Vale lembrar que, no acordo original que o Diretor Souza havia lhe dado para assinar no passado, o valor era de apenas três milhões. E, por conta do acordo pré-nupcial, ela não tinha direito a nenhum outro patrimônio além desse valor.
— Isso é uma compensação? Ou uma moeda de troca?
Celeste levantou o olhar para ele.
Afinal, não existe almoço grátis no mundo. Ela conhecia muito bem essa regra.
Foi então que Gregório fez um gesto para que ela fosse até a última página.
Celeste deu uma olhada rápida.
E levantou a cabeça abruptamente para encará-lo.
Gregório serviu-lhe uma xícara de chá e a empurrou em sua direção, falando em tom neutro: — Quero que você mantenha segredo absoluto sobre o motivo do divórcio. E, caso haja necessidade e alguma eventualidade exponha a sua identidade como Sra. Souza, você deve cooperar comigo para preservar a imagem da empresa perante o público.
— Então, todas essas regalias que você está me dando são para esconder que a Dulce foi sua amante e não arruinar a imagem pública dela?
Celeste foi direto ao ponto: — E ainda por cima, eu tenho que continuar sendo um fantoche nas suas mãos?
A expressão de Gregório permaneceu impassível: — Entenda como quiser.
Celeste quase sentiu vontade de bater palmas.
Para poder testemunhar a profunda devoção do próprio marido, ela teve que observar através do filtro de outra mulher.
Antes que Celeste pudesse responder.
O advogado, Sr. Sequeira, ofereceu-lhe um novo documento: — Temos este também. É um acordo complementar sobre a guarda de filhos.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Nosso Casamento Tinha Prazo
Gregório tem que sofrer correndo atrás da Celeste pra aprender uma lição 😒...
Passou da hora da Dulce quebrar a cara e Gregório ver a burrada que fez, dando apoio total para o chupim Dulce...
Quero ver se a autora vai dar um final feliz para esse embuste do Gregório. Quero ele sofra horrores e acabei na sargenta....
Não aguento mais ver a Celeste passar por tanta humilhação. Alguém quebre as pernas do Gregório, por favor; mesmo que tenha um motivo para ele agir assim, já passou dos limites. Fora que demora demais a atualização, por parte do autor....
Seria muito bom ela encontrar a família e não querer esse Gregório...
Até quando Gregório vai financiar a amante e menosprezar a ex esposas? Passou da hora da amante e Gregório caírem com a cara no chão...
Ela repete o mesmos pensamentos várias vezes. E o mais incrível u.a é prisioneiro e o outro é livre, no final ele teve um motivo muito importante para agir assim e vai querer compensar tudo....
Essa personagem é humilhada apor bens materiais....
Eu adoro histórias assim que a autora humilha a personagem principal por todo história para no final o homem estar apenas sendo enganado ou protegendo ela e acaba perdoado, ainda d põem alguém da família pra ajudar na humilhação, fica o romance perfeito!...
Pq esse tipo de história não da um pouco de amor próprio a mulher e ela encontra alguém q realmente a valoriza??? Só mostra que a mulher não se da o valor, mesmo depois de humilhada ela volta com o cara. Ridículo...