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Nosso Casamento Tinha Prazo romance Capítulo 179

Mas concordava em silêncio.

Dulce era a única capaz de despertar as emoções de Gregório.

Mas isso já não importava mais.

A razão pela qual ela marcara para o dia sete era que no dia oito Laura iria para a escola. Assim, ao resolver o divórcio, a situação de Laura ficaria mais segura e estável.

Para conseguir negociar o divórcio, Celeste tomou medicamentos fortes, que melhoraram boa parte de seu estado.

Na manhã do dia sete.

Celeste foi direto para a casa onde moraram juntos.

Ao chegar à porta, digitou a senha por força do hábito.

Bip, bip, bip...

Senha incorreta.

Celeste ficou atônita por um segundo, antes de entender.

Gregório havia mudado a senha de casa.

Com o divórcio se aproximando, ele queria fazer um corte definitivo com ela.

Sendo barrada na casa onde vivera por sete anos, Celeste já não nutria sentimentos por aquilo. Já que Gregório tinha mudado a senha, ela precisava ter a consciência de que agora era uma estranha.

Apertou a campainha.

O segurança correu para abrir a porta para ela.

— Senhora, por que tocou a campainha para entrar na sua própria casa?

Celeste sorriu, mas não disse nada.

Em breve não seria mais a casa dela.

Ao entrar na sala, ela levantou os olhos e viu Gregório, que estava descendo as escadas naquele momento.

Atrás dele, vinha um homem desconhecido, impecavelmente vestido de terno.

Gregório levantou os cílios longos, fitou o rosto de Celeste por dois segundos e disse: — Sente-se.

Após o incidente da senha, Celeste assumira completamente a postura de uma visita. Sentou-se e aguardou o desenrolar da conversa.

Gregório se aproximou a passos largos e sentou-se na poltrona individual ao lado de Celeste.

O homem atrás dele colocou imediatamente um acordo na frente de Celeste.

Celeste lançou-lhe um olhar.

Era um acordo de divórcio.

Mas não era o mesmo que ela e Gregório haviam assinado sete anos atrás.

— Veja se há algo que queira adicionar, fique à vontade para falar. Se estiver satisfeita com as cláusulas, você assina — disse Gregório, erguendo o olhar, com um tom neutro.

Quem não soubesse acharia que estavam fechando um negócio.

E não dividindo um casamento e sentimentos.

Celeste pegou o documento. Embora estranhasse o motivo de assinarem um novo acordo, começou a folhear as páginas.

Leu cláusula por cláusula.

E ficou um tanto chocada.

Não.

Muito chocada.

O que a intrigava era o motivo de ele estar lhe dando tanto.

O Grupo Ascensão era uma das maiores empresas do país, com incontáveis marcas e indústrias subsidiárias. Os dividendos representavam números astronômicos e inestimáveis. E, além disso, ele ainda estava lhe dando poder de decisão?

Vale lembrar que, no acordo original que o Diretor Souza havia lhe dado para assinar no passado, o valor era de apenas três milhões. E, por conta do acordo pré-nupcial, ela não tinha direito a nenhum outro patrimônio além desse valor.

— Isso é uma compensação? Ou uma moeda de troca?

Celeste levantou o olhar para ele.

Afinal, não existe almoço grátis no mundo. Ela conhecia muito bem essa regra.

Foi então que Gregório fez um gesto para que ela fosse até a última página.

Celeste deu uma olhada rápida.

E levantou a cabeça abruptamente para encará-lo.

Gregório serviu-lhe uma xícara de chá e a empurrou em sua direção, falando em tom neutro: — Quero que você mantenha segredo absoluto sobre o motivo do divórcio. E, caso haja necessidade e alguma eventualidade exponha a sua identidade como Sra. Souza, você deve cooperar comigo para preservar a imagem da empresa perante o público.

— Então, todas essas regalias que você está me dando são para esconder que a Dulce foi sua amante e não arruinar a imagem pública dela?

Celeste foi direto ao ponto: — E ainda por cima, eu tenho que continuar sendo um fantoche nas suas mãos?

A expressão de Gregório permaneceu impassível: — Entenda como quiser.

Celeste quase sentiu vontade de bater palmas.

Para poder testemunhar a profunda devoção do próprio marido, ela teve que observar através do filtro de outra mulher.

Antes que Celeste pudesse responder.

O advogado, Sr. Sequeira, ofereceu-lhe um novo documento: — Temos este também. É um acordo complementar sobre a guarda de filhos.

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