O hospital estava cheio de pessoas indo e vindo.
O ruído era constante.
A voz de Gregório foi muito suave, tão suave que apenas ela conseguiu ouvir.
A mão grande que segurava o pulso dela era quente, mas, ao mesmo tempo, parecia ter criado espinhos instantaneamente, perfurando sua pele.
Celeste ergueu a cabeça. Seu rosto, anormalmente pálido pela doença, não demonstrava nenhuma emoção.
Após observar a expressão dela em silêncio, Gregório virou-se para Dulce, que estava protegida atrás dele: — Vá ver a Luana primeiro.
Mateus Silva, que estava atrás de Gregório, também falou de forma solícita para Dulce: — Sra. Alves, não se preocupe com nada por aqui.
A cor já havia voltado ao rosto de Dulce.
Ela tinha ficado aterrorizada com a fúria irracional de Celeste momentos antes.
Quase foi arrastada para passar vergonha em público.
Mas agora que Gregório estava lá para protegê-la, ela imediatamente puxou o pulso da mão de Celeste.
— Eu estou bem. A Luana está me esperando. Vá para lá assim que terminar a conversa — disse ela, sem querer olhar para Celeste por mais um segundo sequer.
Ela virou as costas e se retirou daquele campo de batalha.
Havia a possibilidade de Celeste ter outro surto, então era melhor ela não se envolver.
Assim que Dulce saiu.
Um sorriso irônico de compreensão surgiu nos lábios de Celeste.
Gregório estava com medo de que ela continuasse a fazer um escândalo e revelasse a verdadeira identidade da amante. Foi por isso que ele fez com que Dulce se afastasse do conflito.
— Não precisa me lembrar do divórcio. — Ela puxou violentamente a mão que estava presa por ele. Como já estava com febre, a exaustão do movimento fez com que quase perdesse o equilíbrio.
Gregório reagiu rapidamente.
Estendeu a mão para segurar o braço dela novamente, amparando-a.
Ele ignorou a resistência dela.
Tocou a testa dela, que estava coberta de suor frio, com as costas da mão, franzindo levemente a sobrancelha: — Está com febre?
A preocupação chegava tarde demais.
Celeste teve vontade de rir, mas achou que rir numa hora tão inoportuna só a faria parecer ainda mais miserável.
Ela não respondeu à pergunta de Gregório. Deu um passo para trás, esfregou silenciosamente o lugar onde ele a tocara, levantou a cabeça e o encarou: — Fique tranquilo. Isso não vai atrasar o nosso divórcio.
Gregório baixou o olhar para o movimento dela limpando o pulso. Suas feições permaneceram tão calmas quanto a água de um poço: — Se agir com emoção em público resolvesse problemas, não haveria dificuldades no mundo. Bastaria chorar.
Como Celeste poderia não entender?
Ele estava dizendo que a atitude dela de querer expor Dulce era irracional!
Mesmo que ela estivesse sendo levada à ruína pela Família Alves, ele agia como se não visse nada!
— Os boatos logo chegariam à Família Souza, e você não suportaria as consequências — afirmou Gregório, calmamente.
Celeste sabia que era verdade.
Celeste parou ao virar o corredor, apoiando-se na parede para lidar com a tontura por um bom tempo.
Embora ela não entendesse por que as palavras de Gregório soaram como se fosse a primeira vez que ele mencionava o divórcio.
Afinal, o processo de divórcio deles já estava em andamento ultimamente e o acordo já havia sido assinado.
Mas não importava o motivo.
Nada mudaria a razão pela qual Gregório falara sobre o divórcio naquele momento.
Ele estava protegendo a reputação e os interesses de Dulce.
Também estava lhe dando um aviso de que os dois já estavam em processo de separação e logo seriam estranhos. Ela não podia interferir no "romance" dele com Dulce.
E muito menos "caluniar" ou "difamar" Dulce em público.
Celeste caiu doente.
E não teve escolha a não ser tirar um dia de licença.
Primeiro, ela foi checar como as coisas estavam com o seu avô.
Somente ao descobrir que Gilmar não tinha ido até lá é que pôde respirar aliviada.
Ela deu instruções explícitas ao hospital para proibir qualquer visita ao seu avô.
Quando Juliana soube da situação, veio cuidar dela. Ao entender os detalhes, comentou indignada: — Quando você pediu o divórcio antes, ele te ignorou. Mas agora que você estava prestes a expor a Dulce, ele reagiu imediatamente e colocou tudo em pauta?
Celeste permaneceu em silêncio.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Nosso Casamento Tinha Prazo
Estou só chorando 😭😭😭😭😭...
Essa autora não tem um pingo de respeito pela Celeste, esmaga até o último resquícios de humanidade dela, só valoriza a amante. Misericórdia dá ódio de ler esses livros onde as amantes tem tudo e anda de cabeça erguida....
Top demais eu nunca li u livro tão bom assim, parabéns autora👏👏👏👏👏...
Meu pressentimento estava correto esse Vinícius não vale nada nem o que o cachorro enterra...
Porque demora tanto a atualizar?...
Por ser um romance,a autora não trás o romantismo,a história não tem um beijo,um abraço.pra mim é uma história sem ápice.Autora dê mais clímax a história....
Que tudo!!!! Esse capítulo autora😎👏👏👏👏👏...
Torcendo pela restauração da família Celeste Gregorio e Laura ❤️❤️❤️...
Não gosto do Vinícius esse cara não me passa confiança que Celeste passe longe dele...
Vai ser uma sacanagem se essa autora mudar a personalidade do Vinicius para ano final dar ela pra o Gregório que claramente é um homem que não apoiou ela nos momentos de maior necessidade como o nascimento da filha, inventa uma situação pra justificar as atitudes dele....